Manaus, 10 de julho de 2026
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Manaus, 10 de julho de 2026

Cidades

Mãe deixa igreja por pastor dizer que filho gay tinha demônio: ‘eu era evangélica’

'Eu era evangélica, mas como o pastor falava que o meu filho tinha demônio, eu preferi sair da igreja e apoiar meu filho'

Uma mulher identificada como Cátia Vedeschi abandonou a igreja após pastor afirmar que seu filho teria demônio por ser homossexual. A auxiliar de limpeza conta que não perdeu a fé e continua fazendo suas orações em casa. Ela decidiu não ir mais aos cultos, em apoio ao filho Guilherme, de 23 anos.

“Eu era evangélica, mas como o pastor falava que o meu filho tinha demônio, eu preferi sair da igreja e apoiar meu filho”, justificou ela, que hoje é parte do coletivo “Mães Pela Diversidade”, em conversa com o “Profissão Repórter”.

Hoje, ela é parte do coletivo “Mães Pela Diversidade”. O coletivo foi criado em 2014 por mães de filhos LGBTQIA+ com o objetivo de dar uma rede de apoio às mulheres e conscientizar as pessoas contra o preconceito. Guilherme, que é maquiador, ainda mora com Cátia. Ele diz acreditar que “foi difícil para ela” descobrir a sexualidade do filho, mas não poupou elogios ao defini-la como “a melhor mãe” em meio à situação.

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“Ela falava que ia estar comigo independente de qualquer coisa. Tem muitas pessoas LGBTQIA+ que tem mães religiosas, mas as mães não querem saber. Tipo: ‘É essa a minha opinião, eu não vou te respeitar, eu não vou te aceitar e acabou’. Estou feliz de poder falar que tenho uma família que me respeita”, destacou o jovem, ao programa da TV Globo, declarando, ainda, que a decisão de deixar de ir para a igreja foi exclusivamente de Cátia, sem sua influência.

A auxiliar de limpeza chegou a acompanhar o rapaz na Parada LGBT de São Paulo e estava pronta para acompanhá-lo novamente este ano. O evento foi realizado em 19 de junho, na Avenida Paulista. “O Guilherme está ansioso pra Parada, e eu também. A primeira que a gente foi ele tinha 18 anos, quando ele pediu pra [sic] ir, de presente de aniversário”, contou ela.