Manaus, 7 de julho de 2026
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Manaus, 7 de julho de 2026

Cidades

Buscas por desaparecidos em ponte que desabou no AM são interrompidas

A população que atravessa o trecho do rio precisa enfrentar um lamaçal no local

Foto: Divulgação

A chuva da manhã desta segunda-feira (3) interrompeu a retomada das buscas pelos desaparecidos que caíram da ponte sobre o Rio Curuçá, que desabou na BR-319 no quilômetro 25, na última quarta-feira (28). A população que atravessa o trecho em embarcações enfrenta um lamaçal no local.

O acidente, que aconteceu no território do Careiro (a 102 quilômetros de Manaus), deixou quatro pessoas mortas, 14 feridos e desaparecidos. Até o momento, duas famílias procuraram as autoridades informando que têm parentes desaparecidos.

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A rodovia é a única ligação terrestre do Amazonas com o restante do país. A BR-319 tem mais de 800 km de comprimento e liga a capital, Manaus, a Porto Velho (RO). O Corpo de Bombeiros ainda não informou a previsão para a retomada das buscas.

Entram no sexto dia, nesta segunda-feira, se forem retomadas, as buscas no local. De acordo com o Governo do Amazonas, as buscas foram mantidas no domingo (2), primeiro turno das eleições 2022. Os trabalhos são realizados pelo Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM).

Travessia

Enquanto o trecho segue sem ponte, a travessia da população entre as margens é feita pela Defesa Civil do Estado. O secretário-adjunto da Defesa Civil do Estado, Coronel Clóvis Araújo, explicou quais trabalhos foram realizados no local.

Conforme o governo, além da Defesa Civil do Estado, a Secretaria de Assistência Social (Seas) continua prestando atendimento no local.

Uma equipe de 15 pessoas, entre assistentes sociais e psicólogos, esteve no local, no domingo de eleições, para dar suporte na entrada e saída da população que precisava acessar o local de votação ou para retornar aos municípios de origem.

Até meio-dia de domingo, mais de 2 mil pessoas atravessaram as margens do rio, retornando aos municípios próximos e chegando a Manaus para a votação.

O serviço realizado pelas embarcações da Defesa Civil começou às 5h do domingo e foi até às 18h. O transporte gratuito foi permitido pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AM).

Desabamento da ponte

O acidente aconteceu no km 25 da rodovia, por volta de 8h da manhã da última quarta-feira (28). Parte da pista já havia sido interditada na segunda-feira, após começar a ceder. Segundo o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), só veículos leves estavam autorizados a transitar no local.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) também informou que, por orientação do próprio Dnit, havia interditado parcialmente a ponte, na segunda-feira (26), por causa de más condições na estrutura. Desde então, somente veículos leves podiam circular por lá.

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Vídeos que circulam nas redes sociais mostram o momento em que pessoas saem da água após a tragédia. Os feridos foram socorridos pela população e encaminhados para unidades de saúde do Careiro e, posteriormente, para Manaus.

O comandante-geral da corporação, Orleilson Muniz, disse que ainda não há como definir o número de desaparecidos. No entanto, segundo moradores e testemunhas do acidente, há entre oito e 15 desaparecidos.

Depois do desabamento, 14 pessoas foram internadas no Careiro da Várzea e em Manaus. Na última quinta, o governo estadual informou que 13 delas já receberam alta.

A Ponte Curuçá fica a 15 km da margem do Rio Amazonas. Para chegar a esse ponto é necessário pegar uma balsa na outra margem do rio, na altura do Distrito Industrial de Manaus. A travessia dura cerca de 45 minutos.