Manaus, 28 de julho de 2026
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Manaus, 28 de julho de 2026

Cidades

Vínculo eterno: o elo entre um pai e uma filha que são colegas de trabalho

Luis Carlos Alves e a filha Karla Lorrana falam ao Portal AM1 sobre o elo de amor que os une na vida pessoal e na vida profissional.

Manaus (AM) – É natural a complexidade e emocionante a jornada das relações familiares, principalmente, quando o laço entre um pai e uma filha também se torna um elo de trabalho. Da porta para o lado de fora do escritório, voltado para construção civil, Luis Carlos Alves, de 60 anos, e Karla Lorrana, de 21, são apenas pai e filha. Mas ao passar para o lado de dentro, os dois se tornam colegas de trabalho, uma relação que pode ser colocada em risco devido ao estresse profissional, mas que não se deixa estragar pelo vínculo existente de amor.

Em alusão ao Dia dos Pais, celebrado neste domingo (13), o Portal AM1 conversou com Luis Carlos e Karla Lorrana para entender mais sobre como é o empreendimento em família, especificamente entre um pai e filha.

Karla nasceu quando seu pai tinha 40 anos e, hoje, prestes a completar 61, o empresário testemunhou a transformação de uma menina curiosa para uma mulher determinada que segue o seu exemplo na carreira profissional.

Mesmo com o estereótipo da relação profissional entre familiares ser mais complicada, Karla já estava acostumada a ver os negócios da família desde criança. Foi ela mesma quem decidiu tomar a atitude de querer fazer parte diretamente do negócio. Assim que saiu do ensino médio, aos 18 anos, já quis assumir um cargo na empresa, ao lado de seu maior exemplo: o pai.

“A Karla, quando completou 18 anos, decidiu assumir algum posto, e ela cuidava da parte financeira da empresa, a mãe dela cuidava da parte administrativa e eu da parte comercial”, informou Carlos.

Além de Karla ter entrado nesse ramo assim que saiu do ensino médio, o seu pai se surpreendeu ao ver a sua filha caçula querer compartilhar da rotina de trabalho com a própria família.

“Foi uma surpresa para todos. As pessoas achavam que ela era muito nova para exercer um cargo de tamanha importância na empresa, mas,l nisso,l ela nunca teve problema. Ela se saiu bem desde o início, aprendeu e continua até hoje sem problema. É lógico que no início teve algumas dificuldades, mas se saiu bem”, afirmou o pai.

Para a jovem, a experiência de já querer estar em um ramo que nunca tinha trabalhado antes necessitou de foco e resiliência, já que era sua primeira experiência no mercado de trabalho.

“Foi bem complicado no começo. Eu tinha acabado de sair do ensino médio e já mergulhei num lugar inesperado, porque nunca havia trabalhado, apenas acompanhava de perto”, contou Lorrane.

Os interesses acadêmicos da jovem a levaram para o segmento da empresa em que já trabalhava. Karla foi aprovada no curso de ciências contábeis, na Universidade Federal do Amazonas (Ufam). Mesmo com o trabalho em família sendo reconhecido por seu pai, a prioridade são os estudos, como enfatiza o genitor.

“Ela nunca deixa de contribuir, mas hoje o meu foco maior é na faculdade dela, que ela tem que terminar, e nas horas vagas ela participa da empresa”, frisou o empresário.

(Foto: Del Lima / Portal AM1)

Divergências e similaridades

É esperado que, em um trabalho cotidiano com pessoas sem intimidade, a jornada trabalhista seja mais complicada, porem o trabalho em família tende a ser bem mais conflituoso. A realidade não é diferente para os dois. Segundo Karla, “a briga é normal”. Trabalhar em família é isso, ter conflitos”, brinca a jovem.

Um fato curioso sobre o relato da universitária é perceber que a similaridade entre os dois não está apenas nos nomes, mas também na personalidade.

“Até porque, querendo ou não, nos parecemos bastante. Eu sou teimosa, ele é teimoso; eu quero as coisas do meu jeito e ele quer as coisas do jeito dele; então acaba surgindo brigas. Se levar para o coração, ninguém se fala quando chega em casa. Não dá para levar esse rancor de trabalho para casa, porque é o meu pai”, disse.

Ao serem questionados se sobra tempo para os dois terem o momento de pai e filha, Karla não mediu esforços para “expor” como o seu pai gosta de ser participativo em seus momentos de lazer.

“Meu pai se acha ‘garotão’. Então, ele sempre quer estar no meio dos meus amigos. Todo final de semana tem aquela confraternização, com todo mundo, e ele sempre no meio”, confessa a universitária aos risos.

Dia dos Pais

Sobre a comemoração voltada aos pais neste domingo (13), Karla e Carlos afirmaram, na ultima sexta (11), data em que foi realizada essa entrevista; que ainda não havia uma programação definida, pois, no mesmo dia, haverá a festa de aniversário de sua avó materna. O importante, no entanto, é todos estarem reunidos em família para celebrar a vida com saúde. Mas, ela não deixa de declarar o amor pelo pai.

“Eu sou muito grata a ele. Eu só estou onde eu estou, hoje, porque tive a vivência de ter ele por perto, sempre tão carinhoso e presente. Ele sempre me incentiva também. Sei que posso contar com ele [para tudo]”, declara.

(Foto: Acervo Pessoal)

(Foto: Acervo Pessoal)