(Foto: Celso Maia/ Portal AM1)
Manaus (AM) – O delegado Wenceslan de Queiroz, do 12º Distrito Integrado de Polícia (DIP), confirmou nesta terça-feira (16), a prisão dos três motoboys envolvidos em uma confusão ocorrida num condomínio na zona Centro-Sul de Manaus, no último domingo (14) à noite.
Na ocasião, o morador armado com um terçado atacou os entregadores e foi agredido pelo grupo. Ele precisou passar por cirurgia devido à gravidade dos golpes recebidos.
As agressões resultaram na prisão preventiva dos motociclistas, que foram encaminhados à audiência de custódia. A Justiça decidiu pela manutenção da prisão, pois vão responder por tentativa de homicídio.
Ao Portal AM1, o delegado Wenceslan Queiroz confirmou que, durante a apuração do caso, as imagens registradas confirmaram que, além da conduta do morador, que também está sendo apurada, houve excessos por parte dos entregadores.
“Percebemos que houve extrema violência contra o morador. Inclusive, o morador está hospitalizado e foi submetido a duas cirurgias, uma delas com o abdômen aberto. Diante da gravidade da situação, resolvemos representar pela prisão preventiva em sede de plantão judicial. E hoje, deflagramos uma operação para cumprimento desses mandados”, contou.
Ainda conforme o delegado, após o cumprimento dos mandados de prisão, os entregadores foram encaminhados à audiência de custódia. Lá, ficam à disposição da Justiça.
“Eu queria apenas fazer um esclarecimento, porque nesta história não há lado. Todos os envolvidos terão suas condutas apuradas. O inquérito policial segue. O Paulo, quando sair do hospital, também irá responder pelos seus atos, pela ameaça, pelo dano ao patrimônio, assim como os motoboys entregadores que, infelizmente, se excederam nas suas ações e cometeram um ato brutal contra a vítima”, enfatizou.
Em relação aos crimes cometidos, o delegado Wenceslan Queiroz explicou que os motoboys vão responder por tentativa de homicídio, tendo em conta a gravidade com que a vítima foi hospitalizada, e ainda se encontra em estado grave.
“Eles – os entregadores – ficam à disposição da Justiça. No que cabe à Polícia Judiciária, vamos trabalhar na conclusão do inquérito policial, ocasião em que vamos ouvir testemunhas, outros moradores, os porteiros do condomínio e outras diligências que sejam necessárias para elucidar o fato delituoso. Cada um vai responder por sua culpabilidade, responder por cada ação que cometeu durante esse fato criminoso”, explicou.
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