Manaus, 6 de julho de 2026
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Manaus, 6 de julho de 2026

Economia

Aumento repentino no preço da gasolina revolta motoristas em Manaus

A indignação se dá devido ao aumento repentino e, segundo o Procon-AM, sem justa causa, elevando o valor de R$ 6,29 para R$ 6,89.

(Foto: Celso Maio/Portal AM1)

Manaus (AM) – O aumento do preço da gasolina tem causado revolta entre os motoristas de Manaus. A indignação se dá devido à elevação repentina e, segundo o Instituto de Defesa do Consumidor (Procon-AM), sem nenhuma justificativa, do valor de R$ 6,29 para R$ 6,89.

O empresário e condutor Melquisedeque Macedo acredita que o Procon-AM não consegue encontrar indícios de cartel porque o próprio Estado controla o preço final do combustível. Segundo Macedo, o combustível é o único produto com um preço fixo estabelecido pelo Estado, enquanto todos os outros produtos têm preços que podem variar.

“Na verdade, nós temos um Estado que não pode colocar preço. O Estado definiu um valor real de tarifa de imposto sobre o combustível. Então, isso faz com que, infelizmente, quando o Procon-AM procura encontrar um formato de cartel, não encontra; porque o Estado é o primeiro a precificar o valor final do combustível. Isso gera ao consumidor o único produto que tem uma tarifa ‘adequada’ pelo Estado, rodos os outros são dinâmicos”, aponta Melquisedeque.

Macedo entende que esse fenômeno do aumento exacerbado e sem justa causa dos preços da gasolina começaram com a venda da refinaria.

“Nós colocamos o preço sob mercadoria e, em cima desse preço, nós pagamos o imposto a recolher pelo preço vendido. Já o combustível, não, ele tem uma tarifa já sob o teto máximo de preço e isso nos coloca em uma posição frágil de não ter com quem reclamar. O próprio Estado define o preço do imposto. O posto de gasolina, dentro da sua margem de lucro, cobra mais caro de todos nós. Então, o Estado cobra caro, o posto mais caro ainda, e nós somos obrigados a nos manter a isso porque temos uma refinaria no estado da Região Norte, que foi vendida. Não há concorrência. O erro começou na venda da refinaria. Era a única. O Estado não pode promover monopólio, mas quando ele leiloou e não foi fatiado, gerou um monópolio e, hoje, nós somos reféns do monopólio”, defende o condutor.

A Refinaria da Amazônia (Ream), inclusive, anunciou uma redução no valor/litro da gasolina na última sexta-feira (12), em que os preços do litro da gasolina saíram de R$ 3,51 para R$ 3,46. No entanto, essa redução não foi identificada nos postos de gasolinas. Pelo contrário, o valor da gasolina aumentou na cidade.

Essa ação contraditória dos postos da cidade despertou a atenção do Procon-AM, que mobilizou equipes para intensificar a fiscalização dos postos e questionar o aumento repentino do valor da gasolina. Para o metalúrgico Valdir Printes, o aumento nos valores da gasolina pesa no bolso do trabalhador.

“Pesa, não é? Por mais que sejam centavos. Centavo por centavo pesa no bolso no trabalhador brasileiro. Então, eu creio que foi desproporcional esse aumento. O desemprego está muito alto e não tem o porquê de aumentar o preço da gasolina”, ressalta Printes.

O diretor-presidente do Procon, Jalil Fraxe, relembra que, no dia 8 de julho, a Petrobras anunciou um aumento de R$ 0,20 por litro da gasolina. Porém, devido à aquisição da Ream, em 2022, essas alterações não deveriam impactar os preços dos combustíveis em Manaus.

 

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