Lula destacou COP 30 em entrevista aos veículos da impresa internacional - Foto: (Ricardo Stuckert/PR)
Brasília (DF) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima (COP-30) pode ter problemas de infraestrutura.
O evento está programado para novembro de 2025, e será realizado na cidade de Belém, capital do Pará. Esta é a primeira vez que a Amazônia recebe uma COP.
Para o presidente, o público da COP precisa sentir como as pessoas vivem na Amazônia.
“Não tem toda a estrutura que tem em uma cidade grande como Paris, como São Paulo, como Londres, como Madrid, como Nova York, não. Mas a gente vai fazer lá mesmo, que é para as pessoas sentirem como vivem as pessoas que moram na Amazônia”, disse Lula.
A entrevista foi concedida exclusivamente a veículos da imprensa internacional na segunda-feira (22), mas a divulgação da conversa foi publicada nesta terça-feira (23) pelo Palácio do Planalto.
O Portal AM1 entrou em contato com a prefeitura da capital paraense e questionou o que tem sido feito pela atual gestão para minimizar os problemas de infraestrutura da cidade, e quanto usou de verba para as melhorias, mas até a publicação desta, matéria não houve resposta.
Acompanhe a entrevista completa aqui.
Investimento para a COP 30
No início de maio, o presidente Lula e o diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional, Enio Verri, anunciaram um investimento de R$ 1,3 bilhão para melhorar a infraestrutura da capital paraense.
O valor foi dividido em três eixos:
Mais de um bilhão deveria ser usado pela Secretaria de Estado de Obras Públicas para modernizar a infraestrutura viária e implantação do Parque Linear Doca. Além disso, estão previstas ações de saneamento, com execução de 50 km de rede coletora de esgoto, 4,8 mil ligações de esgoto e pavimentação de vias de acesso à COP 30.
Para a implantação do Parque Urbano Igarapé São Joaquim, foram destinados R$ 323,5 milhões.
Outro eixo implementado entre a Itaipu, o Parque Tecnológico Itaipu (PTI), a prefeitura e a Fundação de Amparo de Desenvolvimento da Pesquisa (Fadesp) será o desenvolvimento de uma metodologia para gerir os resíduos sólidos, ações de educação ambiental e inovação em biotecnologia. O montante estipulado para a ação foi de R$ 41,8 milhões.
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