Após uma série de fiscalização do Programa Municipal de Proteção e Orientação ao Consumidor (Procon-Manaus), a maioria dos postos de combustíveis reduziu o preço da gasolina nas bombas de R$ 0,10 a R$ 0,20, informou o coordenador do Procon-Manaus, Rodrigo Guedes, admitindo que a diminuição ainda não é a ideal.

Rodrigo Guedes durante fiscalização dos postos de combustíveis (Assessoria de Imprensa)
“Sabemos que ainda não chegamos ao valor ideal do litro da gasolina. Mas ao contrário da determinação da Petrobras, os postos de combustíveis aumentavam o valor do litro na bomba, chegando a R$ 5, prática considerada abusiva. Após diversas autuações aos estabelecimentos comerciais com o atendimento de denúncias, os estabelecimentos entenderam que precisavam respeitar o consumidor”, afirmou Rodrigo Guedes.
Ele explica que até o fim deste sábado, 17, todos os 200 postos instalados na capital devem aderir à redução do preço da gasolina, que é fruto de uma determinação da Petrobras, mas que não vinha sendo passada ao consumidor ou pelos postos de combustíveis, ou pelo não repasse das distribuidoras, o que vem sendo apurado pelo Procon Manaus.

Painel de preços em um dos postos de combustíveis em Manaus desta sexta-feira (Assessoria de Imprensa)
Expectativa
O coordenador do Procon Manaus aponta que a redução de R$ 0,10 a R$ o,20 nos preços da gasolina praticados nos postos deve gerar uma economia de no mínimo R$ 10 milhões ao mês ao consumidor, considerando os 700 mil veículos licenciados no Departamento Estadual de Trânsito (Detran-AM) e a média de consumo de 30 litros de gasolina por semana.
“As variáveis que incidem sobre o valor do combustível no Brasil está o câmbio flutuante e o valor de comercialização do barril de petróleo no exterior. Quando o dólar está mais barato, o combustível tem redução no valor, no Brasil”, disse Rodrigo Guedes.
Desde a última segunda-feira, 75 postos da capital foram notificados à promoverem a diminuição no valor. Hoje, seis bandeiras atuam no Estado, entre elas a Shell, Ipiranga, BR, Equador e Atem. Há também os postos independentes, que são minoria.
Sobre as notificações, Rodrigo Guedes informou que cada estabelecimento tem 48 horas para se adequar ou apresentar uma justificativa, junto com as cópias das notas fiscais de compra da gasolina nas distribuidoras. A partir daí, haverá um cruzamento de dados para constatar a veracidade das informações.
Um levantamento do Procon Manaus mostrou que o preço atual é o menor nas refinarias de gasolina, desde abril deste ano, quando houve a paralisação geral dos caminhoneiros no País.





