
O governo federal abriu, na manhã desta quarta-feira (21),as inscrições para o programa Mais Médicos. São 8.517 vagas para atuação em quase 3 mil municípios e 34 distritos indígenas (Foto: Marcelo Fonseca/Folhapress)
Em nota, a AMB (Associação Médica Brasileira) diz que têm recebido denúncias sobre o problema desde o início da manhã desta quarta. “A AMB vê com preocupação o fato, pois o prazo que já é curto agora fica menor”, informa. A entidade diz ainda que irá solicitar ao Ministério da Saúde a prorrogação do prazo de inscrições devido à dificuldade para acessar o sistema.
Em nota, o ministério informa que, “devido ao grande número de acessos, o sistema tem registrado picos, e nesses momentos, pode haver dificuldades de acesso, que é retomado em seguida”.
Segundo a pasta, desde terça (20), já foram registrados 1 milhão de acessos na página do Mais Médicos.
O alto volume de acessos ocorre em meio a uma mudança no processo de seleção. Em editais anteriores, cada médico poderia selecionar mais de um município onde gostaria de atuar e, só depois, a vaga era confirmada.
Já neste edital, o profissional passa a escolher e confirmar a vaga logo após a inscrição. A mudança ocorre em meio ao receio de que, com a saída dos médicos cubanos, pacientes que buscam unidades de saúde nestes locais fiquem sem assistência.
CRONOGRAMA
O início das atividades está previsto para 3 de dezembro. Caso as vagas não sejam preenchidas ou haja desistências, o ministério informa que pretende abrir um segundo edital no dia 27 deste mês para brasileiros e estrangeiros formados no exterior.
Na última quarta (14), o governo de Cuba anunciou o fim da participação do país no Mais Médicos. A decisão foi atribuída a declarações do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), que tem criticado a qualificação dos médicos do país caribenho e defendido mudar as regras do programa, exigindo a revalidação do diploma.