Manaus, 7 de julho de 2026
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Manaus, 7 de julho de 2026

Política

O que deve ser discutido no Congresso Nacional após o 2° turno das eleições?

Reforma tributária e a autonomia do Banco Central estão entre os textos que devem ser analisados pelo Congresso em 2024.

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Plenário do Senado no Congresso Nacional - Foto: (Jonas Pereira/Agência Senado)

Brasília (DF) –  O Congresso Nacional deve discutir 10 projetos prioritários após o segundo turno das eleições municipais. No montante, está a reforma tributária no Senado e a taxação dos streamings na Câmara dos Deputados.

A maioria dos textos está travada na casa há meses, antes mesmo da alteração dos trabalhos devido às eleições municipais.

O texto que regulamenta a reforma tributária, por exemplo, está divagando desde que chegou ao Senado Federal. A pauta é uma prioridade do governo federal.

O projeto 68/2024 será discutido entre outubro e novembro deste ano, a informação foi acordada entre o relator amazonense Eduardo Braga (MDB-AM) e o presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). O plano de trabalho será apresentado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) nesta terça-feira (23).

Em Roma, Pacheco afirmou que o texto gera divergências entre os setores.

A proposta unifica tributos e cria o Imposto Sobre Bens e Serviços (IBS), a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e o Imposto Seletivo.

Veja outros projetos que devem ser discutidos no Congresso Nacional:

PL dos Jogos de Azar

A proposta de legalização dos jogos de azar (PL 234/2024) seria discutida na primeira semana de setembro, mas foi travada por movimentações de parlamentares conservadores. Pacheco autorizou a criação da CPI das Bets, solicitada pela senadora Soraya Tronicke (Podemos- MS).

O senador Omar Aziz (PSD-AM) já criticou o governo federal pela demora na retirada das plataformas do ar, conforme o líder da bancada amazonense, milhões de brasileiros estão tendo problemas de saúde e mentais.

“Pessoas deixam de comer pra poder jogar”, disse o senador.

Autonomia do Banco Central

O projeto relatado pelo senador Plínio Valério (PSDB-AM), travado por uma movimentação da base governista, trata da autonomia orçamentária e financeira do Banco Central, o texto deve ser votado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Segundo Valério, com a confirmação de Gabriel Galípolo como novo presidente do Banco Central, a proposta pode ganhar força, uma vez que o presidente Lula deve esperar o atual gestor Roberto Campos Neto deixar o cargo para o que texto seja votado, ou seja, em 2025.

“Estão protelando, com a escolha do Galípolo pode ser que a gente consiga votar na CCJ, (…) vejo o governo aguardando a saída de Roberto Campos”, disse o senador.

Regras para inteligência artificial

O projeto do presidente do Senado cria regras para o uso da Inteligência Artificial (IA), estabelecendo a responsabilização de uso e desenvolvimento da IA.

O relator da proposta é o senador Eduardo Gomes (PL-TO), que ainda não apresentou seu relatório. Após a apresentação, o texto será avaliado por uma Comissão Especial.

Fluxos

A taxação dos serviços de vídeo sob demanda (VoD), streamings, continua sendo discutida na Câmara dos Deputados.

O PL 8.889 de 2017 propõe que as plataformas paguem até 6% de taxa em cima de sua receita bruta no Brasil para a Condecine (Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional).

O texto seria votado pelos deputados em maio deste ano, mas por falta de acordo entre os parlamentares, o relator da proposta, deputado André Figueiredo (PDT-CE), pediu a retirada de pauta.

 

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