Manaus, 7 de julho de 2026
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Manaus, 7 de julho de 2026

Cenário

Eleições: quem leva o apoio dos evangélicos na disputa em Manaus?

Especialista consultado pelo Portal AM1 diz que o apoio de lideranças evangélicas não é fundamental, mas deve fazer diferença no desempenho dos candidatos na urna.

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(Foto: Dhyeizo Lemos/Divulgação/Assessoria)

Manaus (AM) – A cinco dias da votação do segundo turno das Eleições Municipais em Manaus, os candidatos a prefeito David Almeida (Avante) e Alberto Neto (PL) disputam acirradamente, entre outros, o voto do eleitorado evangélico na capital.

David Almeida, por exemplo, já conta com apoio de diferentes denominações evangélicas em Manaus, como Assembleia de Deus, Assembleia de Deus Ministério de Madureira e Igreja Internacional da Graça.

Com essa configuração, o candidato do Avante chega à reta final da campanha com alianças robustas ante Alberto Neto na disputa do segundo turno. Recentemente, o deputado federal Silas Câmara (Republicanos), líder da bancada evangélica no Congresso, também declarou apoio à reeleição de Almeida.

Entretanto, essas intensas movimentações, principalmente da direita evangélica, são cruciais para definir o resultado das urnas?

O professor de Filosofia da Universidade Federal do Amazonas, Helso Ribeiro, avalia que qualquer um dos candidatos pode ser beneficiado com o apoio formal de lideranças evangélicas; todavia, o especialista não define se as alianças refletem necessariamente o desempenho dos candidatos, principalmente, David Almeida.

“Se você colocar os candidatos numa espécie de máquina da verdade, qualquer um dos dois gostaria de ter o apoio de um líder da bancada evangélica, um deputado federal que tem muitos votos e tal; mas eu penso que isso ajuda, claro, eu não sei se este apoio será o determinante numa vitória do David Almeida. Eu diria que os fatores são múltiplos e esse é mais um dos fatores que levará alguém a votar. Eu não sei se apenas o fato de o deputado Silas colocar as mãos no ombro do David e falar esse é meu candidato, não sei se é o suficiente para a grande maioria dos eleitores que se autoproclamam, que se consideram evangélicos, irem nessa direção; mas um percentual que eu não saberia avaliar, acredito que não é enorme, mas conta, esse vai na direção que um líder espiritual apoia e aponta”, disse Ribeiro.

No último dia 17 de outubro, Almeida ampliou ainda mais o arco de alianças da campanha pela sua reeleição com um comício que atraiu cerca de 18 mil pessoas, segundo os organizadores. Entre os presentes, estavam líderes evangélicos de Manaus.

O encontro não só evidenciou o suporte religioso, mas também expressa a relevância da comunidade evangélica no cenário político local.

Pesquisa

Uma pesquisa de maio do RealTime/Quaest, ainda no primeiro turno, mostrava David Almeida liderando a disputa entre os evangélicos, com 33% das intenções de voto, contra 23% de Amom Mandel (Cidadania).

Embora Alberto Neto não tenha recebido apoio formal de denominações evangélicas, o candidato do PL conta com a “força” de Bolsonaro e de políticos religiosos de Manaus.

Alberto, por exemplo, se apresenta como “cristão conservador” e não esconde a estratégia de tentar atrair o voto evangélico.

Lideranças políticas e evangélicas em Manaus falam em uma “guerra santa” nas eleições.

A quatro dias do segundo turno, Almeida e Alberto, que estão em disputa acirrada, segundo pesquisas eleitorais, adaptam seus discursos para atrair o maior número de eleitores cristãos.

 

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