Manaus, 7 de julho de 2026
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Cidades

Casos de ISTs caem 9% no Amazonas, mas prevenção segue essencial

Até 18 de dezembro deste ano, data da última atualização da plataforma, foram registrados 9.925 casos de ISTs no estado.

Desinformação sobre métodos preventivos causam proteção ineficaz contra o HIV (Foto: Reprodução/Freepik)

Manaus (AM) – O número de casos de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) no Amazonas apresentou uma redução de 9% em 2024, em comparação ao ano anterior, segundo dados da Fundação de Vigilância em Saúde Dr.ᵃ Rosemary Costa Pinto (FVS). Até 18 de dezembro deste ano, data da última atualização da plataforma, foram registrados 9.925 casos de ISTs no estado.

Entre as ISTs mais comuns, a sífilis não especificada lidera com 3.339 diagnósticos, seguida pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV), com 2.446 casos, e pela sífilis em gestantes, que ocupa o terceiro lugar, com 2.116 registros.

A distribuição por gênero no Amazonas também chama atenção: mulheres representam 52% dos casos diagnosticados, enquanto homens respondem por 42%. O cenário contraria a média nacional, em que os homens, geralmente, são mais afetados.

 

 

Apesar da redução nos números, a prevenção continua sendo crucial para evitar riscos à saúde, reforçando a importância de práticas seguras e de acesso aos serviços de diagnóstico e tratamento.

A prevenção

Na mais recente edição do programa Conexão Saúde, do Portal AM1, o infectologista Dr. Noaldo de Lucena destacou a importância da prevenção contra infecções sexualmente transmissíveis. Durante a conversa, ele explicou a mudança de nomenclatura de DST (doenças sexualmente transmissíveis) para IST, evidenciando a necessidade de adaptar a terminologia ao entendimento mais abrangente da saúde.

“Quando falamos de doenças, falamos de sinais e sintomas. Já as infecções podem ou não apresentar esses sinais, como é o caso do HIV ou da hepatite B, que podem se manifestar anos após a contaminação”, esclareceu.

 

Entre as ISTs mais comuns no Brasil e no Amazonas, o Dr. Noaldo apontou a sífilis, a gonorreia, as hepatites virais e o HIV, que têm registrado crescimento nos últimos anos. O especialista destacou que o desafio da prevenção está na construção de uma abordagem que vá além dos métodos tradicionais.

“A mandala da prevenção abrange diversas ações, desde o uso do preservativo até estratégias educacionais e campanhas de conscientização”, explicou.

Dr. Noaldo enfatizou a importância de serviços de saúde acolhedores, capazes de atender sem preconceitos.

“Quando você vai a um serviço de saúde, já chega fragilizado. É preciso evitar julgamentos. Todos, em algum momento, tivemos ou teremos um comportamento de risco. O acolhimento é essencial para que a pessoa se sinta segura em buscar ajuda”, afirmou.

Além disso, o infectologista destacou o papel crucial da informação. Ele reforçou que iniciativas como o Dezembro Vermelho, que promove a prevenção e o diagnóstico precoce de ISTs, são ferramentas importantes para engajar a população.

 

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