Manaus, 7 de julho de 2026
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Política

2025 chega com cenário de insegurança econômica, dizem especialistas

Apesar do ambiente de instabilidades, o governo conseguirá pagar despesas obrigatórias e essenciais, como aposentadorias e salários.

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(Foto: Joédson Alves/Agência Brasil/ARQUIVO)

Brasília (DF) – Mesmo com esforço concentrado do Congresso Nacional para votar os projetos do governo federal, 2025 começa sem a aprovação orçamentária.

O economista da Universidade de São Paulo (USP), Fernando Barros Jr., afirma que o momento é de instabilidade econômica e fechar 2024 sem a lei orçamentária traz um cenário de insegurança.

“A gente entra no próximo ano neste cenário de incerteza, como podem retrair investimentos, as pessoas ficam com receio, isso vale tanto para investimentos de novos negócios tanto para aplicações financeiras”, disse Barros.

O especialista ainda pontua que a alta do dólar pode estar ligada a essa incerteza gerada por mais uma indefinição do orçamento público.

Apesar do ambiente de instabilidades, o governo conseguirá pagar despesas obrigatórias e essenciais, como aposentadorias e salários.

O professor da Universidade de Brasília, César Bergo, destacou que com a aprovação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) o governo vai gastar, mas isso não deve gerar instabilidade.

“Isso inibe os investimentos, ideal seria se estivesse aprovado o orçamento (…) Instabilidade, acredito que não, pois existe um acordo de votação no retorno do Congresso”, pontuou Bergo.

A falta de aprovação já aconteceu em governos passados. Em 2014, durante a gestão de Dilma Rousseff (PT), o Congresso adiou a votação da proposta para março de 2015.

Em 2020, durante o governo de Jair Bolsonaro (PL), os congressistas encerraram o ano sem votar o orçamento. O texto foi votado em março de 2021.

Neste ano, o relator da proposta, senador Angelo Coronel (PSD-BA), não apresentou um parecer final na Comissão Mista de Orçamento (CMO) e o texto foi deixado para a próxima legislatura do Congresso Nacional.

Bergo ainda explicou que, com os novos presidentes, o governo vai precisar de uma boa articulação para aprovar a proposta no retorno do parlamento.

Os congressistas retornam à Casa em fevereiro de 2025.

 

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