Manaus, 7 de julho de 2026
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Manaus, 7 de julho de 2026

Cidades

Amazonas recebe R$ 9,3 milhões para o transporte escolar aquaviário

Medida garante mais equidade no transporte escolar de crianças e jovens, especialmente na Região Norte.

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Foto: (Reprodução/ Secretaria Municipal de Educação de Manaus)

Brasília (DF) – O Ministério da Educação (MEC), por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), efetivou o pagamento de R$ 32.531.311,09 referente ao adicional de 50% para o transporte escolar aquaviário, anunciado no final de 2024.

O foco é a melhoria das condições de deslocamento dos alunos, especialmente em estados da Região Norte, como Pará, Amazonas, Acre e Amapá.

Segundo o ministro da Educação, Camilo Santana, o repasse procura garantir mais equidade no transporte de crianças e jovens, especialmente na Região Norte do Brasil, onde o transporte aquaviário – por mar e rio – é essencial para o acesso à educação.

“Com esse recurso, estamos atendendo estudantes de regiões geograficamente mais complexas, de acesso mais difícil, com muitos rios, e que precisam ir para a escola de barco. Estamos buscando garantir um transporte de qualidade e com segurança para que jovens e crianças possam frequentar a escola, principalmente aqueles da Região Norte”, explicou.

Os recursos foram repassados por meio do Programa Nacional de Apoio ao Transporte Escolar (Pnate), que visa custear as despesas com a manutenção e operação de veículos e embarcações utilizadas no transporte escolar de estudantes residentes em áreas rurais.

Repasses por estado

Os valores já estão disponíveis para os entes federativos, e os repasses atendem principalmente aos estados do Norte, que enfrentam desafios maiores relacionados ao transporte escolar. O Pará, por exemplo, recebeu R$ 18,7 milhões, enquanto o Amazonas recebeu R$ 9,3 milhões. Outros estados também foram beneficiados, como Acre (R$ 2,2 milhões) e Amapá (R$ 876 mil), que, juntos, somam a maior parte do montante.

Desafios

O transporte aquaviário é essencial para os estudantes de áreas de difícil acesso, onde as distâncias e a falta de infraestrutura rodoviária tornam o transporte terrestre muitas vezes inviável. Essa modalidade, inclusive, enfrenta desafios adicionais, como o alto custo de manutenção das embarcações, a precariedade das vias aquáticas e a sazonalidade das condições climáticas.

Segundo a presidente do FNDE, Fernanda Pacobahyba, “a prioridade do Programa Nacional de Apoio ao Transporte Escolar (Pnate) é garantir que esses estudantes, especialmente os que vivem em localidades isoladas, possam acessar a educação básica de maneira segura e regular”.

Em estados como Pará e Amazonas, onde a rede de transporte escolar aquaviário é uma das mais extensas do país, o aumento dos repasses de recursos é fundamental para garantir a continuidade do atendimento e a melhoria da qualidade do serviço.

Pnate

O Programa Nacional de Apoio ao Transporte Escolar pretende apoiar o transporte escolar de alunos da educação básica pública residentes em áreas rurais, por meio de assistência técnica e financeira. A transferência automática de recursos é feita diretamente a estados, municípios e ao Distrito Federal, para custear despesas com manutenção, combustíveis, seguros e outros custos operacionais dos veículos ou embarcações utilizadas no transporte escolar.

Os recursos são calculados com base no censo escolar e distribuídos em duas parcelas anuais, preferencialmente em março e agosto. O programa é executado pelo FNDE, autarquia responsável pelos repasses e pela supervisão da aplicação dos recursos.

O programa tem como prioridade atender os estudantes de zonas rurais, que dependem muitas vezes de modalidades alternativas de transporte, como o aquaviário, devido à falta de infraestrutura rodoviária.

Este esforço visa não apenas garantir o acesso à educação, mas também promover a equidade e a inclusão, especialmente para as crianças e jovens de regiões mais afastadas, como as do Norte do Brasil.

 

(*) Com informações da assessoria 

 

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