Manaus, 7 de julho de 2026
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Manaus, 7 de julho de 2026

Cidades

Moradores do Lago Azul vão à Câmara contra corte de ônibus: ‘Não aceitamos retrocesso’

Redução de linhas de ônibus e encurtamento de rotas afetam trabalhadores e estudantes na zona norte de Manaus. Mobilização inclui abaixo-assinado e cobrança por audiência com o IMMU.

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(Foto: João Viana/Semcom)

Manaus (AM) – Moradores do Bairro Lago Azul, localizado na zona norte de Manaus, estão se mobilizando contra a redução de linhas de ônibus. De acordo com relatos locais, diversas rotas foram suprimidas ou tiveram seus trajetos encurtados, o que tem causado prejuízos diretos à população, que agora perde de 1 a 2 horas a mais por dia em seus deslocamentos.

A medida também afetou moradores de outros bairros, como o Santa Etelvina, que deverão se juntar à mobilização. Diante da situação, os moradores estão organizando uma ida em comitiva à Câmara Municipal de Manaus, nesta terça-feira (20), pela manhã, com o objetivo de pressionar os vereadores a tomarem providências.

O protesto visa cobrar dos representantes municipais ações efetivas para reverter a situação e garantir o direito à mobilidade urbana. A população espera que o Poder Legislativo cumpra seu papel institucional de fiscalizar o Executivo e defender os interesses do povo, além do assistencialismo pontual, prática criticada por parte dos manifestantes.

A redução no transporte público tem gerado revolta principalmente entre trabalhadores e estudantes, que dependem dos ônibus para suas atividades diárias e agora enfrentam dificuldades adicionais para chegar aos seus destinos.

Em entrevista ao Portal AM1, o professor Jevaldo da Silva, morador do bairro Santa Etelvina, afirmou que, embora não utilize o transporte coletivo com frequência, atualmente, tem acompanhado de perto a situação junto a outros moradores que dependem do sistema.

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(Foto: Divulgação/Arquivo Pessoal)

“No caso aqui do bairro, fui o primeiro a denunciar essa mais recente mudança e já intervi em outras ocasiões envolvendo alterações desse tipo”, declarou.

Questionado sobre a mobilização, Jevaldo classificou a iniciativa como fundamental e acrescentou:

“Inclusive, estamos organizando um abaixo-assinado para reforçar as ações que vêm sendo feitas no sentido de suspender essa medida, que é extremamente prejudicial para os moradores dos bairros atingidos. Também iremos protocolar um documento no IMMU solicitando uma audiência na comunidade e a suspensão imediata da decisão.”

O professor Jevaldo destaca que, amanhã, será protocolado o ofício convocando para a audiência. O abaixo-assinado já foi iniciado e está sendo organizado pela associação comunitária em parceria com a comissão de moradores. As assinaturas estão sendo coletadas por meio de visitas domiciliares e também com folhas deixadas em pontos estratégicos do bairro.

Desde 2016, foi criada uma comissão de moradores com o objetivo de atuar diretamente nas demandas da comunidade, especialmente em questões relacionadas a políticas públicas, como educação, saúde e demais áreas essenciais. Sempre que surge algum problema, a comissão se mobiliza para buscar soluções.

“A associação comunitária, por sua vez, é responsável pela gestão da rádio comunitária do bairro, a Rádio Atividade FM. Temos trabalhado de forma conjunta em diversas ações, e esta é mais uma iniciativa que reforça esse compromisso coletivo”. Finaliza o professor.

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