Manaus, 12 de julho de 2026
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Cenário

Deputado estadual aparece em sessão segurando bebê reborn

Ele destaca que trouxe o bebê para protestar contra casos em que pessoas têm tentado acessar serviços públicos acompanhadas desses bonecos.

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(Foto: Reprodução/Aleam)

Manaus (AM) – O deputado estadual João Luiz (Republicanos) surpreendeu ao aparecer segurando um bebê reborn durante sessão da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), nesta terça-feira (27).

Ele destaca que trouxe o bebê para protestar contra casos em que pessoas têm tentado acessar serviços públicos acompanhadas desses bonecos.

“Está uma febre no país sobre os bebês reborns, e eu não tenho nada contra as pessoas que queiram comprar, usar, gastar entre mil ou 10 mil reais com esses bonecos. Mas o absurdo que tem acontecido em vários estados é que as ‘mães’ desses bebês reborns querem os mesmos direitos que as mães de crianças reais e outras mães biológicas”, disse João Luiz em sessão.

Ele cita um exemplo relacionado aos assentos de ônibus, pedindo que imaginem a seguinte situação: uma mãe de bebê reborn querendo ocupar o lugar destinado a uma mãe biológica, e destaca:

“Mães de bebês reborns querem também estar em consultas médicas e ainda ter prioridade na fila. E, quando chegam à sala do pediatra, qual a prescrição que os doutores vão dar a esses bonecos? Muitas vezes, os médicos se recusam a dar a prescrição, e os ‘pais’ ainda saem da sala aborrecidos com os profissionais. Mas o médico não estudou, não fez faculdade para dar diagnóstico a um bebê reborn, e sim para diagnosticar uma criança gerada biologicamente pelos pais. Onde está a cabeça da nossa sociedade?”, questiona o deputado.

Ele destaca ainda que ele e o deputado Sinésio Campos pretendem voltar a tratar do tema em outras oportunidades. Segundo ele, as crianças estão sendo deixadas de lado, enquanto um bebê reborn assume o protagonismo — com pais que vão ao shopping e compram itens para esses bonecos.

O deputado cita que as crianças estão sendo abandonadas e que são elas, de fato, que precisam de carinho, acolhimento materno e fraternal.

“Se essas crianças forem deixadas de lado, serão adolescentes, jovens e adultos com problemas. E, com isso, a nossa sociedade vai enfrentar um problema gravíssimo de suicídio, alcoolismo, drogas. Como vamos combater as drogas se nossas crianças estão sendo deixadas de lado para que se adotem bebês reborns?” afirmou.

O parlamentar citou ainda que vai propor um projeto de lei para proibir os atendimentos desses bebês em unidades de saúde.

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