Manaus, 7 de julho de 2026
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Manaus, 7 de julho de 2026

Política

Deputada Erika Hilton cobra apuração de crime com motivação homofóbica em Manaus

Parlamentar pede acompanhamento do Ministério dos Direitos Humanos nas investigações.

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(Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados & Reprodução/Redes Sociais))

Manaus (AM) – A deputada federal Erika Hilton (PSOL) se manifestou sobre a morte do adolescente Fernando Vilaça, de 17 anos, brutalmente espancado por um grupo de jovens na Rua Nova, bairro Grande Vitória, Zona Leste de Manaus. O crime, ocorrido na noite de quarta-feira (3), causou forte comoção entre os moradores da região. Segundo testemunhas, a agressão começou após Fernando questionar um comentário homofóbico feita por um dos agressores.

Conforme a Polícia Civil, Fernando respondeu à provocação perguntando por que estava sendo chamado de “viado”. A reação do grupo foi imediata: os jovens iniciaram uma sequência de agressões físicas. A vítima foi derrubada e sofreu socos, chutes e golpes na cabeça. Testemunhas relataram que cerca de cinco adolescentes participaram do ataque.

Nas redes sociais, a deputada federal Erika Hilton afirmou que pretende acionar o Ministério dos Direitos Humanos para acompanhar o andamento das investigações da morte de Fernando, assassinato classificado por ela como crime de motivação homofóbica.

“Estou requerendo, ao Ministério dos Direitos Humanos, o acompanhamento da investigação da morte do menino Fernando Vilaça, assassinado aos 17 anos em um crime de motivação homofóbica em Manaus”, escreveu na postagem.

A Delegacia Especializada em Apuração de Atos Infracionais (Deaai) conduz as investigações. O delegado Rafael Guevara, responsável pelo inquérito, informou que os envolvidos já foram identificados e serão responsabilizados. Até o momento, a polícia apreendeu três suspeitos, todos adolescentes.

Amigos e familiares de Fernando organizaram uma homenagem em frente à casa onde ele morava. Moradores descreveram o adolescente como pacífico, dedicado aos estudos e distante de qualquer tipo de confusão.

“É inaceitável um jovem sair para comprar leite e, pela homofobia alheia, não voltar pra casa. É dilacerante pensar que uma pessoa, que tinha a vida toda pela frente, teve sua trajetória interrompida por questionar o porquê de estarem lhe chamando de ‘viadinho'”, disse a deputada federal.

O que se sabe sobre o caso

Fernando Vilaça, 17 anos, foi morto após ser espancado por outros adolescentes em via pública, em Manaus. O motivo teria sido uma reação homofóbica após Fernando confrontar uma piada ofensiva. Segundo a Polícia Civil, o caso já está em fase de apuração e os envolvidos foram identificados. Três deles, menores de idade, foram apreendidos. A família da vítima, abalada, recebeu apoio da comunidade local, que exige justiça e o fim da violência motivada por preconceito.

Confira a postagem oficial da deputada federal:

Estou requerendo, ao Ministério dos Direitos Humanos, o acompanhamento da investigação da morte do menino Fernando Vilaça, assassinado aos 17 anos em um crime de motivação homofóbica em Manaus.

É inaceitável um jovem sair para comprar leite e, pela homofobia alheia, não voltar pra casa. É dilacerante pensar que uma pessoa, que tinha a vida toda pela frente, teve sua trajetória interrompida por questionar o porquê de estarem lhe chamando de “viadinho”.

E é revoltante saber que, conforme a mídia local, pessoas a mando dos agressores – que já foram identificados e estão foragidos – compareceram ao velório de Fernando para filmar o caixão.

A atuação do Ministério dos Direitos Humanos é essencial. Por conta de uma presunção, do ódio, da LGBTfobia e da violência alheia, Fernando não teve nem seu direito à vida respeitado.

E agora, após a sua morte, sua família está tendo o direito ao luto, à dignidade e à justiça negados.

Aos familiares de Fernando, dedico os meus mais sinceros pêsames e coloco o meu mandato à disposição para tudo que nos for possível.

 

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