Manaus, 7 de julho de 2026
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Cenário

CPI do Asfalta Manaus alcança número mínimo de assinaturas na Aleam para ser protocolada

Deputados confirmam apoio à investigação de R$ 187 milhões repassados para obras de pavimentação na capital.

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(Foto: Márcio Melo/Seminf)

Manaus (AM) – O requerimento para abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Asfalta Manaus, protocolado pelo deputado estadual Delegado Péricles (PL), alcançou o mínimo de assinaturas necessárias e já conta com 10 apoios, duas a mais que o mínimo exigido. A proposta tem como foco apurar a destinação de R$ 187 milhões transferidos pelo Governo do Amazonas à Prefeitura de Manaus para a execução do programa “Asfalta Manaus”.

O programa previa a pavimentação de 10 mil ruas na capital amazonense. No entanto, a situação atual das vias públicas tem gerado críticas e preocupação. Ruas esburacadas se tornaram comuns em diversos bairros, causando transtornos a motoristas e, segundo parlamentares, contribuindo para acidentes fatais.

“A CPI do Asfalto foi aprovada, agora vamos investigar a fundo como todo esse recurso foi aplicado e, se for comprovado algum ato ilícito, vamos para cima dos culpados”, afirmou o deputado estadual.

Apoios e articulação política para a CPI

A lista de deputados que assinaram o requerimento inclui Delegado Péricles (PL), Adjuto Afonso (União Brasil), Wilker Barreto (Mobiliza), Cristiano D`Ângelo (MDB), Ednailson Rozenha (PMB), Sinésio Campos (PT), Wanderley Monteiro (Avante), Carlinhos Bessa (PV), Comandante Dan (Podemos) e Alessandra Campelo (Podemos). A iniciativa foi protocolada no dia 24 de junho pelo deputado Delegado Péricles, que ressaltou a necessidade de transparência na aplicação dos recursos públicos.

Acidentes reforçam urgência da investigação

Segundo o parlamentar, a CPI ganha ainda mais relevância diante de casos recentes, como a morte de Eduardo Ferreira, atropelado após um motorista desviar de um buraco na Avenida Torquato Tapajós; de Josué de Albuquerque, que colidiu com a moto em uma depressão na Avenida Camapuã; e da biomédica Giovana Aquino e sua filha ainda não nascida, Maria Carolina, vítimas de um acidente causado por uma cratera na Avenida Djalma Batista.

 

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