(Foto: pressmaster/Depositphotos)
Manaus (AM) – Em um cenário de crescente demanda por mão de obra qualificada, os cursos profissionalizantes têm se mostrado um caminho eficaz para a inserção rápida de jovens e adultos no mercado de trabalho de Manaus. Em entrevista ao Portal AM1, a professora Ericka Gadelha, que atua na área de formação profissional, destaca que a proposta desses cursos é oferecer uma preparação prática e objetiva, atendendo diretamente às necessidades do setor produtivo.
“Os cursos profissionalizantes oferecem uma preparação prática e objetiva, permitindo que o aluno entre rapidamente no mercado de trabalho. Em Manaus, essa formação é muito importante, já que existe uma grande demanda por profissionais qualificados em áreas como gastronomia e serviços. Além do aprendizado técnico, vejo que os alunos desenvolvem habilidades comportamentais e têm a oportunidade de empreender, principalmente em pequenos negócios de alimentação, que fazem parte do dia a dia da nossa economia local”, explica.

Professora de Gastronomia, Ericka Gadelha (Foto: Divulgação/Arquivo Pessoal)
De acordo com Ericka, o planejamento dos cursos parte de diagnósticos sobre as demandas do mercado. Para a especialista, o diálogo com empresas e representantes dos setores produtivos é constante, garantindo que o conteúdo seja atualizado e útil para a realidade local. No caso da gastronomia, ela ressalta que a formação considera as necessidades de restaurantes, hotéis e até mesmo do setor turístico, que cresce no Amazonas.
“No caso da gastronomia, por exemplo, olhamos para as necessidades de restaurantes, hotéis e até do setor turístico, que cresce no Amazonas. Assim, oferecemos conteúdos atualizados, com bastante prática e valorização dos insumos amazônicos, unindo a empregabilidade à identidade cultural da nossa região”, destaca.
Conforme Ericka Gadelha, as taxas de empregabilidade entre os alunos também demonstram a eficiência da metodologia. Na gastronomia, muitos conquistam vagas em restaurantes, cozinhas industriais e serviços de alimentação logo após a conclusão do curso. Outros utilizam o aprendizado para empreender, aproveitando o potencial da culinária regional.
“Temos um número expressivo de empreendedores que utilizam o aprendizado para abrir o próprio negócio, aproveitando o potencial da culinária amazônica. De forma geral, grande parte dos egressos conquista uma colocação em até seis meses, o que demonstra a eficiência dos cursos nesse processo de inserção”, afirma a professora.
Ericka Gadelha explica como os professores e a instituição avaliam a eficácia dos cursos profissionalizantes em termos de inserção dos alunos no mercado de trabalho.
“Nós avaliamos a eficácia de maneira contínua. Durante a formação, os professores acompanham de perto o desempenho prático e teórico, garantindo que os alunos adquiram realmente as competências necessárias. Após o curso, realizamos levantamentos junto aos egressos e também buscamos ouvir os empregadores. No caso da gastronomia, temos um retorno bastante positivo de restaurantes e hotéis que contratam nossos alunos, o que comprova que a formação é consistente e está alinhada às demandas do mercado”, finalizou.
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