Manaus, 6 de julho de 2026
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Cenário

Cinco dos oito deputados federais do AM votam a favor da ‘PEC da Blindagem’ na Câmara

Três parlamentares se posicionaram contra a PEC: Sidney Leite (PSD), Amom Mandel (Cidadania) e Átila Lins (PSD).

(Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados)

Manaus (AM) – A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (16), em 1° turno, a chamada “PEC da Blindagem”, uma proposta que altera as regras para julgamento de parlamentares e amplia as brechas para que deputados e senadores escapem de responsabilizações judiciais.

A medida é vista por críticos como um retrocesso, pois cria um escudo institucional que dificulta investigações e punições contra políticos acusados de corrupção e outros crimes.

Dos oito representantes do Amazonas na Câmara, cinco votaram a favor da proposta: Pauderney Avelino (União Brasil), Silas Câmara (Republicanos), Adail Filho (Republicanos), Capitão Alberto Neto (PL) e Fausto Júnior (União Brasil).

Três parlamentares se posicionaram contra a PEC: Sidney Leite (PSD), Amom Mandel (Cidadania) e Átila Lins (PSD).

A chamada “PEC da Blindagem” transfere para o Conselho de Ética e para a própria Casa Legislativa boa parte do poder de punir seus membros, além de impor novos obstáculos para que denúncias criminais avancem no Judiciário.

Na prática, deputados e senadores passam a depender mais do julgamento político de seus pares do que do julgamento técnico da Justiça.

Especialistas apontam que a medida aumenta a sensação de impunidade no Congresso e distancia ainda mais a classe política da realidade do eleitorado. Em vez de fortalecer a transparência e a responsabilização, os parlamentares aprovaram um mecanismo de autoproteção.

Para a população amazonense, que enfrenta problemas graves de infraestrutura, saúde e segurança, a decisão de cinco de seus representantes soa como um recado claro: a prioridade não é resolver os dilemas do estado, mas garantir blindagem para a própria classe política.

Enquanto isso, vozes dissonantes – como as de Sidney Leite, Amom Mandel e Átila Lins – tentaram impedir o avanço da PEC, mas ficaram em minoria.

Ao todo foram 353 votos favoráveis, 134 contrários e uma abstenção. Eram necessários pelo menos 308 votos para aprovação e para seguir para o Senado, ainda haverá votação em 2° turno na Câmara.

A votação deixou explícito quem, dentro da bancada do Amazonas, prefere a autopreservação em detrimento da prestação de contas à sociedade.

 

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