Manaus, 6 de julho de 2026
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Cenário

PT deixa em aberto definição sobre apoio ao Senado no Amazonas

Sinésio Campos afirma que a escolha será discutida pela direção nacional da federação partidária.

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(Foto: Danilo Mello/Aleam)

Manaus (AM) – O presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) no Amazonas, deputado estadual Sinésio Campos, afirmou, nesta segunda-feira (6), que a definição sobre o apoio da federação partidária à disputa pelo Senado ainda será tomada em âmbito nacional. Durante evento do pré-candidato ao Governo do Amazonas Omar Aziz (PSD), o dirigente reafirmou que a candidatura ao governo já está definida, mas evitou antecipar qual nome receberá o apoio da federação na eleição para o Senado.

Questionado sobre quem o PT apoiará para o governo, Sinésio disse que a decisão já foi tomada pela legenda e pela federação. A entrevista foi concedida à Rede Onda Digital.

“Eu sou presidente do PT e presidente da federação. Já definimos lá atrás quando teve uma posição partidária. Então, o nosso candidato, já definido, inclusive pelo presidente Lula, é o Omar Aziz”, disse.

Na sequência, ao ser questionado sobre a disputa ao Senado, em que foram citados os nomes de Eduardo Braga (MDB) e Wilson Lima (UB), o presidente estadual do PT afirmou que o debate ainda está em andamento nas instâncias nacionais da federação. Ao responder, ele mencionou Eduardo Braga e também o pré-candidato petista Marcelo Ramos.

“Primeiro, o Eduardo Braga e também tem o Marcelo Ramos, é uma discussão que está sendo travada na federação a nível nacional. Então, os nomes que serão indicados serão os nomes que nós da federação vamos adotar”, afirmou.

Segundo Sinésio, as candidaturas majoritárias não são definidas apenas pelos diretórios estaduais, mas passam pelas direções nacionais dos partidos que integram a federação.

“Candidatura majoritária não é uma decisão nos estados, principalmente o PT, que é um partido nacional. É uma decisão a nível nacional”, declarou.

O dirigente também afirmou que a discussão ultrapassa o cenário político do Amazonas porque envolve partidos com atuação nacional e lideranças que participam das direções nacionais de suas siglas.

“Então, o MDB, que também tem o Eduardo Braga, que é o presidente estadual, o Omar, que é o vice-presidente nacional do PSD, um exemplo, tem candidato a presidente da República. O MDB provavelmente também terá. Então, esse é um debate que não é travado somente na parte provinciana, na questão local aqui.”

Sinésio voltou a diferenciar a situação da disputa ao governo da definição para o Senado. Segundo ele, enquanto a candidatura ao Executivo estadual já está consolidada, a composição da chapa para a disputa ao Senado permanece em negociação entre os partidos da federação em nível nacional.

Articulações para a chapa

A declaração de Sinésio ocorre em meio às negociações para a formação da chapa da centro-esquerda no Amazonas. Em maio, o Metrópoles informou que aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aguardavam uma visita do chefe do Executivo a Manaus para avançar nas conversas sobre a composição da chapa majoritária.

Segundo a reportagem, o diretório estadual do PT defende a indicação do ex-deputado federal Marcelo Ramos para uma das vagas ao Senado ao lado do senador Eduardo Braga (MDB), que buscará a reeleição. Ainda conforme a apuração, o partido considera importante manter um representante na chapa majoritária para defender o governo federal no estado.

A declaração dada por Sinésio nesta segunda ocorre nesse contexto de articulação. Embora tenha reafirmado o apoio da federação à pré-candidatura de Omar Aziz ao Governo do Amazonas, o presidente estadual do PT evitou indicar quais nomes serão apoiados na disputa ao Senado e afirmou que a decisão dependerá das negociações conduzidas pelas direções nacionais da federação.

Ao responder à pergunta sobre a eleição para o Senado, Sinésio reforçou que a definição não caberá exclusivamente às lideranças estaduais.

“Quando se trata de candidatura majoritária ao Senado, está sendo tratado com os partidos a nível nacional.”

Com a declaração, o presidente estadual do PT manteve em aberto a definição sobre o apoio da federação para o Senado no Amazonas, ao mesmo tempo em que reiterou que a candidatura de Omar Aziz ao governo já foi definida pela federação e pela direção nacional do partido.

 

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