Manaus, 7 de julho de 2026
×
Manaus, 7 de julho de 2026

Cidades

Especialista aponta bairros em áreas periféricas com aluguéis mais baratos em Manaus

Regiões mais afastadas oferecem custos menores de moradia aos amazonenses.

(Foto: Marandueira/CC)

Manaus (AM) – O mercado de aluguéis em Manaus está cada vez mais desafiador para quem procura moradia e a capital amazonense ocupa a 8ª posição entre as cidades mais caras do Brasil para viver de aluguel, segundo o levantamento feito pelo Índice FipeZAP, divulgado em 2024. O estudo mostra que o valor médio mensal do aluguel é de R$ 48,22 por metro quadrado, colocando Manaus à frente de outras capitais da região Norte e próxima a grandes centros como Porto Alegre e Curitiba.

Apesar dessa realidade, ainda existem bairros que oferecem preços mais acessíveis, como Cidade Nova e Tarumã, que se destacam entre os metros quadrados mais baratos da capital.

Localizada na Zona Norte, a Cidade Nova é tradicionalmente um dos bairros com menor custo de aluguel em Manaus, seguido do bairro Lago Azul, nas localidades foram registrados valores entre R$ 350 e R$ 2.941, o metro quadrado. Significativamente menor do que bairros como Adrianópolis onde o metro quadrado é superior a R$ 5 mil.

Já na Zona Oeste, o Tarumã também figura entre os locais mais em conta, com valores semelhantes aos da Cidade Nova. A região tem atraído famílias que buscam imóveis mais baratos, mesmo com a distância maior do centro comercial e de áreas de lazer da cidade.

De acordo com o presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Amazonas (CRECI-AM), Paulo Carvalho, a valorização dos imóveis em bairros como Adrianópolis, Vieiralves e Ponta Negra contrasta com os preços encontrados nas regiões mais periféricas.

“Os bairros mais em conta são os mais distantes. Hoje, o Adrianópolis, Vieiralves, Ponta Negra são locais que são valorizados. Os mais em conta são distantes, indo lá para o lado da barreira ou para o lado da Zona Leste”, explicou.

O especialista apontou que o valor do aluguel em Manaus segue a lógica da maioria das grandes capitais brasileiras: bairros mais próximos a áreas centrais e de maior infraestrutura são mais caros, enquanto regiões afastadas oferecem custos menores.

LEIA MAIS