Manaus, 7 de julho de 2026
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Cenário

Alberto Neto passa vexame após Bolsonaro confessar que violou tornozeleira

Em um vídeo nas redes sociais, o deputado afirmou que a tornozeleira rompeu “naturalmente”, mas foi desmentido pela confissão de Bolsonaro.

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(Fotos: Bruno Spada/Câmara dos Deputados/Divulgação e Marcos Corrêa/PR)

Manaus (AM) – O deputado federal Capitão Alberto Neto (PL-AM) passou por um verdadeiro vexame nas redes sociais após o ex-presidente Jair Bolsonaro admitir que usou um ferro de solda para danificar a tornozeleira eletrônica. Bolsonaro foi preso pela Polícia Federal na manhã deste sábado (22), em Brasília, por suspeita de tentar violar o equipamento durante a madrugada.

Horas antes da confissão, Alberto Neto havia divulgado um vídeo questionando a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, e afirmando que a tornozeleira poderia ter rompido “de maneira natural”. No pronunciamento, o parlamentar disse ser comum esse tipo de falha técnica.

“Gente, eu sou policial. Já vi tornozeleira eletrônica romper de maneira natural várias vezes” — declarou.

O deputado também acusou Moraes de promover “perseguição” e chegou a afirmar que o ministro “quer matar Bolsonaro”. Para Alberto Neto, a ordem de prisão no dia 22 seria uma suposta referência ao número usado pelo ex-presidente em campanhas eleitorais.

 

A narrativa sustentada pelo parlamentar, porém, desmoronou poucas horas depois.

Durante a inspeção feita por uma policial penal, Bolsonaro confessou ter aplicado calor com um ferro de solda no equipamento. Ele relatou que agiu por “curiosidade” e apontou que a tentativa ocorreu “no final da tarde”. A agente confirmou que havia sinais evidentes de violação no case da tornozeleira, embora a pulseira em si não estivesse arrebentada.

“Eu meti ferro quente aí” — disse Bolsonaro no vídeo.

Questionado se havia tentado puxar ou romper o dispositivo, o ex-presidente negou, mas reconheceu a tentativa de danificar o equipamento. As informações estão em relatório da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Distrito Federal (Seap) encaminhado ao STF junto a um vídeo em que o próprio Bolsonaro admite a avaria.

Bolsonaro estava em prisão domiciliar enquanto aguardava definição sobre o início do cumprimento da pena de 27 anos e 3 meses por participação em plano para golpe de Estado. A PF efetuou a prisão após registrar a tentativa de violação do monitoramento eletrônico. O STF deve analisar a prisão preventiva na segunda-feira.

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