(Foto: Reprodução/Freepik)
Manaus (AM) – O Amazonas teve um dos aumentos mais expressivos de feminicídio no Brasil em 2024, com crescimento de 30,43% em relação ao ano anterior, segundo o Mapa da Segurança Pública.
A capital amazonense aparece entre os cinco municípios com maior número de vítimas, somando 16 casos no ano, número que reforça a escalada da violência de gênero no estado.
A alta percentual coloca o Amazonas na quarta posição entre as unidades federativas com maior avanço desse tipo de crime. Já Manaus divide espaço na lista com grandes capitais brasileiras, como Rio de Janeiro e São Paulo, que registraram 51 vítimas cada.
Em contraste, o cenário nacional apresenta variações significativas entre os estados, com algumas regiões registrando quedas acentuadas, como o Amapá (–50%).
O salto de mais de 30% no Amazonas ocorre em um cenário nacional marcado por contrastes. Enquanto alguns estados apresentam queda significativa, como o Amapá (–50%), Sergipe (–37,50%) e Tocantins (–33,33%), outros estados seguem em trajetória de alta, com destaque para Piauí, que lidera o ranking com 42,86% de aumento, seguido por Maranhão (38%) e Paraná (34,57%).
Em Manaus, os 16 feminicídios registrados em 2024 reforçam a posição da capital amazonense como um dos centros urbanos mais afetados pela violência de gênero no país. A cidade supera capitais como Teresina (12 casos) e Campo Grande (11 casos), que também aparecem entre os municípios mais violentos nesse indicador
Brasil registra 1.459 vítimas em 2024
No total, o país registrou 1.459 feminicídios, uma média de 4 vítimas por dia. O dado revela a persistência de um problema estrutural que atinge todas as regiões. A variação regional mostra um país dividido:
- Sudeste: –10,22%
- Nordeste: –0,61%
- Centro-Oeste: 4,04%
- Norte: 1,49%
- Sul: 1,92%
O Amazonas, portanto, aparece não apenas como um ponto de atenção no Norte, região que já apresenta leve alta, mas como um dos estados que puxam a tendência de crescimento desse tipo de crime.
Avanço na transparência expõe desafios
No caso do Amazonas, o crescimento acentuado e a presença de Manaus entre as cidades mais afetadas reforçam a urgência de estratégias específicas para enfrentar o feminicídio, ampliando prevenção, proteção e investigação, especialmente em áreas urbanas onde a vulnerabilidade das mulheres se torna mais evidente.
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