(Fotos: Alex Melo/Semulsp)
Manaus (AM) – Durante o Programa AM1 Entrevista, do Portal AM1, a conselheira estadual de resíduos sólidos e engenheira florestal Fabiana Rocha fez um alerta sobre o impacto da falta de estrutura para o descarte adequado do lixo em Manaus. Segundo ela, a população até tenta colaborar, mas esbarra em uma ausência total de apoio do poder público.
“As pessoas tentam fazer o certo, mas não têm direcionamento. Se não existe lixeira, se não existe estrutura, como é que a gente vai cobrar?”, questionou a especialista.
Fabiana destacou que Manaus sofre com problemas recorrentes, como lixo nas ruas, bueiros e igarapés. Ela explica que o destino final desses resíduos quase sempre é a natureza. “A chuva leva tudo para as bocas de lobo, depois para os igarapés e, por fim, para o Rio Negro. É um ciclo que se repete porque ninguém trata o básico”, disse.
A especialista afirmou que a solução exige educação ambiental e políticas públicas efetivas. “Sem vontade institucional, política e social, não tem como avançar. A gente precisa de educação ambiental funcionando para valer”, completou.
Fabiana também criticou o histórico descaso com a gestão de resíduos, lembrando que o aterro sanitário da capital ultrapassou seu limite. “O aterro já passou dos 160 metros e o limite era 100. Mesmo assim, os prazos são empurrados para frente”, denunciou.
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