(Foto: Robert Leal/TJMG)
Manaus (AM) – A advogada e professora Carolina Albuquerque, especialista em Processo Civil e atuante no Direito de Família, alertou que a prática crescente de expor conflitos conjugais nas redes sociais pode gerar sérias consequências jurídicas.
“Rede social não é lugar de divórcio”, declarou durante entrevista ao Programa AM1 Entrevista, do Portal AM1, destacando que a exposição excessiva funciona, muitas vezes, como um “pedido de ajuda” — mas também como porta de entrada para processos judiciais.
Segundo Carolina, publicar brigas, prints, conversas privadas ou traições configura risco real de responsabilização civil e até criminal. “Se alguém disponibiliza a imagem, os dados ou uma situação particular de outra pessoa sem autorização, ela pode responder por danos morais ou até por crime, como difamação”, explicou.
Ela lembra que a internet já não é “terra sem lei”. “A gente já tem a Lei Carolina Dieckmann e a LGPD, além do Código Civil, que protege a imagem e honra”, afirmou.
Para a advogada, expor parcerias, traições ou conflitos pode transformar a vítima em acusada. “A linha entre desabafo e ofensa é muito tênue. Quando você começa a ofender alguém, deixa de ser desabafo e passa a ser ilícito”, reforçou.
Ao final, Carolina aconselhou: “Procure ajuda. Exposição não resolve conflito, só aumenta a dor e pode gerar responsabilização jurídica.”
Assista à entrevista na íntegra:
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