(Foto: Divulgação)
Manaus (AM) – Pilotos e comissários de bordo decidiram não entrar em greve. A decisão foi anunciada neste domingo (28) pelo ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, após a aprovação de um acordo coletivo entre os trabalhadores e as companhias aéreas Azul e Gol.
Segundo o Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA), a categoria aprovou, em votação on-line realizada no sábado (27) e no domingo (28), a proposta de renovação da Convenção Coletiva de Trabalho para o período deste ano e de 2026. Com isso, os voos devem seguir normalmente em todo o país, sem prejuízo aos passageiros.
Em publicação nas redes sociais, o ministro comemorou o resultado e destacou que o acordo garante a segurança dos passageiros e contribui para o fortalecimento do turismo de negócios e de lazer no Brasil.

Motivo da possível greve
A greve vinha sendo discutida porque os aeronautas não estavam satisfeitos com a proposta inicial apresentada pelas empresas. Entre as principais reivindicações da categoria estavam a recomposição salarial acima da inflação, reajuste maior no vale-alimentação, melhorias na previdência privada, aumento das diárias internacionais e o pagamento em dobro da hora noturna.
Outro ponto importante levantado pelo sindicato foi o combate à fadiga dos tripulantes, tema relacionado à saúde dos profissionais e à segurança dos voos.
No início da semana, a primeira proposta patronal foi rejeitada por uma margem muito pequena de votos, o que levou o sindicato a declarar estado de greve. Com isso, existia a possibilidade de paralisação a partir de 1º de janeiro.
Acordo aprovado
Diante do impasse, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) apresentou uma contraproposta, que previa reajuste salarial pelo INPC acrescido de 0,5% e aumento de 8% no vale-alimentação. Essa proposta foi submetida a nova votação e acabou sendo aprovada por 65,93% dos aeronautas. Outros 32,77% votaram contra, e 1,29% se absteve.
Com o resultado, a assembleia que decidiria pela deflagração da greve foi cancelada.
A negociação envolveu apenas as companhias Azul e Gol. Os funcionários da Latam não participaram do processo, pois já haviam aprovado seu acordo coletivo em votação realizada nos dias 11 e 12 de dezembro.
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