(Foto: Divulgação)
Manaus (AM) – Venezuelanos residentes em Manaus realizaram uma manifestação, no fim da tarde deste sábado (3), para comemorar a captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, realizada pelos Estados Unidos durante um ataque ao país, ordenada pelo presidente norte-amareciano, Donald Trump.
O ato foi realizado no Largo de São Sebastião, no entorno do Teatro Amazonas, no Centro da capital amazonense. A mobilização foi articulada por meio de diversos grupos de WhatsApp da colônia venezuelana que vive em Manaus e reuniu dezenas de pessoas com bandeiras do país, cartazes e palavras de ordem em defesa da democracia.
Durante a manifestação, participantes celebraram o fim do governo Maduro e afirmaram que o momento representa esperança de reconstrução política e econômica para a Venezuela, após anos de crise humanitária, migração forçada e instabilidade institucional.
Mais cedo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que os EUA irão governar a Venezuela imediatamente após a captura de Nicolás Maduro. A declaração foi feita durante uma coletiva de imprensa realizada no clube Mar-a-Lago, na Flórida.
“Vamos governar o país até que possamos fazer uma transição segura, adequada e sensata. Não queremos que outra pessoa assuma o poder e que a situação se repita por muitos anos. Portanto, vamos governar o país”, afirmou Trump. O presidente norte-americano não detalhou por quanto tempo a administração dos Estados Unidos permanecerá no comando do país sul-americano.
Ainda neste sábado (3), Trump anunciou um ataque em larga escala à Venezuela. Segundo o presidente, a capital Caracas e outras cidades teriam sido atingidas por ações aéreas e terrestres. Em publicação nas redes sociais, ele afirmou que a operação foi bem-sucedida e resultou na captura de Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, que foram retirados do país.
“Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque em larga escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi capturado e levado para fora do país juntamente com sua esposa”, declarou Trump.
O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino, repudiou a presença de tropas estrangeiras no país, classificou a ação como “vil e covarde” e pediu apoio da comunidade internacional. Segundo ele, a soberania venezuelana foi violada.
Trump acusa Maduro de liderar uma organização criminosa ligada ao tráfico internacional de drogas. Nos últimos meses, bombardeios norte-americanos contra embarcações nas águas do Caribe já haviam sido registrados como parte da ofensiva dos Estados Unidos. O governo venezuelano, por sua vez, sempre negou envolvimento com o narcotráfico e solicitou apoio de organismos internacionais.
A situação segue em rápida evolução e tem gerado repercussão internacional, além de mobilizações de comunidades venezuelanas em diferentes países.
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