Manaus, 7 de julho de 2026
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Manaus, 7 de julho de 2026

Economia

Pesquisa aponta que 41% das famílias devem gastar até R$ 700 com material escolar em 2026

Segundo a Fecomércio, esse cenário reflete tanto o aumento dos preços dos insumos quanto o perfil das famílias entrevistadas.

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(Foto: Celso Maia/Portal AM1)

Manaus (AM) – A compra de material escolar deve pesar mais uma vez no orçamento das famílias em 2026. Pesquisa divulgada neste domingo pela Federação do Comércio do Estado do Amazonas (Fecomércio AM) revela que 41% das famílias manauaras estimam gastar entre R$ 601 e R$ 700 com itens escolares no próximo ano letivo.

O levantamento mostra ainda que o impacto financeiro tende a ser elevado para a maior parte da população: 65% dos entrevistados afirmam que o gasto total com material escolar deve ultrapassar R$ 600, sendo que 24% já projetam despesas acima de R$ 700. Segundo a Fecomércio, esse cenário reflete tanto o aumento dos preços dos insumos quanto o perfil das famílias entrevistadas.

Conforme a pesquisa, a maioria das famílias (65%) possui dois ou mais filhos, fator que influencia diretamente no valor final da compra do material escolar. Mesmo entre os lares com crianças matriculadas na rede pública, que representam 62% do total, o custo continua elevado, já que muitas escolas exigem listas extensas de materiais, além de itens específicos não fornecidos pelo poder público.

A alta nos preços é apontada como uma tendência recorrente. O estudo destaca que o encarecimento de matérias-primas como papel, tinta e produtos atrelados ao dólar tem pressionado os valores praticados pelas papelarias, exigindo maior planejamento financeiro das famílias para o início do ano letivo de 2026.

Em relação ao comportamento de compra, a pesquisa indica que 70% das famílias pretendem comprar todo o material de uma só vez, priorizando praticidade e economia de tempo. Já 65% dos consumidores planejam concentrar as compras no mês de janeiro, período tradicional de maior demanda no comércio.

O cartão de crédito aparece como o principal meio de pagamento, escolhido por 52% dos entrevistados, principalmente pela possibilidade de parcelamento. Ainda assim, 46% afirmam preferir pagar à vista, buscando descontos e evitando endividamento no início do ano.

Para a Fecomércio, os dados reforçam a importância do planejamento antecipado e da pesquisa de preços, tanto para os consumidores quanto para o varejo, que deve se preparar para um período de alta demanda e consumidores cada vez mais sensíveis aos preços.

 

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