(Foto: Emerson Lamego/Assessoria)
Manaus (AM) – Após publicar um vídeo em suas redes sociais alertando para um suposto risco de o Brasil e, em destaque, o Amazonas entrar na mira internacional dos Estados Unidos no combate o tráfico, o vereador da Câmara Municipal de Manaus (CMM) Coronel Rosses (PL-AM) passou a ser alvo de críticas e reações negativas de internautas. Diante da repercussão negativa e das críticas recebidas, o vereador havia limitado o acesso aos comentários da publicação. No entanto, posteriormente, decidiu reabrir a sessão de comentários, permitindo novas interações dos usuários na postagem.
No vídeo, Rosses traça paralelos entre ações do presidente norte-americano Donald Trump, a crise política na Venezuela e o cenário brasileiro. Segundo o vereador, Trump teria sinalizado a intenção de classificar facções criminosas como o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas, estratégia que, na avaliação dele, poderia levar a ações internacionais contra países que não adotassem postura semelhante.
O parlamentar alegou que, assim como o governo de Nicolás Maduro na Venezuela teria ignorado alertas dos Estados Unidos ao não classificar grupos criminosos como terroristas, o presidente Lula (PT) e o Partido dos Trabalhadores estariam seguindo o mesmo caminho ao se posicionarem contra essa classificação no Brasil.
Rosses também destacou o papel estratégico do Amazonas nas rotas do tráfico internacional. De acordo com a fala, apesar de a cocaína ser produzida principalmente no Peru e na Colômbia, a droga entraria no Brasil por regiões como o Alto Solimões e o Alto Rio Negro, partindo do Amazonas para mercados da Ásia, África e Europa. Para o vereador, essa dinâmica colocaria o estado em situação de vulnerabilidade caso o Brasil passasse a ser visto como conivente com o crime organizado.
“O que acontece é que Lula, para proteger os companheiros do PCC e do Comando Vermelho, pode colocar o Brasil e nós do Amazonas e você no alvo dos Estados Unidos. A mesma história, o mesmo enredo e Lula já está se escondendo embaixo da mesa”, disse Rosses.
Na legenda da publicação, o parlamentar reforçou o alerta, afirmando que “as peças estão se encaixando” e que “negar o problema não protege ninguém”, classificando o combate ao crime como uma questão de segurança nacional e internacional.
Reações e críticas
A publicação, no entanto, gerou forte reação negativa entre usuários da rede social. Antes do bloqueio dos comentários, algumas mensagens criticaram o teor do vídeo e a postura do vereador. Entre as manifestações, internautas questionaram a credibilidade do discurso e acusaram políticos de espalhar medo e desinformação.
Um dos comentários dizia: “Que tipo de droga esses políticos usam, hein? Cada uma…”. Outro alegou: “Vocês têm que parar de usar a internet para tentar manipular o povo. Vocês falam tanto mal de tudo no nosso país que deveriam ir embora para outro. Não vão, né? Porque a mamata está aqui no Brasil”.
Houve ainda quem acusasse parlamentares de apenas atacar o governo federal em tom de deboche: “Projeto que é bom, nada. Só falam do Lula, ele tá preocupado”.
Outro comentou: “Os bolsonaristas já tinham esquecido o Trump depois que ele abandonou o Bolsonaro”. Já outro internauta disse: ‘Está falando besteira, sem noção você”.
Também houve quem contestasse a narrativa internacional apresentada por Rosses. Segundo um internauta Trump estaria hoje mais alinhado com Lula do que com qualquer setor da direita brasileira, citando como exemplo a retirada de taxações e a aplicação da Lei Magnitsky.

Rosses havia limitado o acesso aos comentários da publicação. No entanto, decidiu reabrir a sessão de comentários.
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