Habilite o JavaScript para visitar este site.


Habilite o JavaScript nas configurações do seu navegador e recarregue a página.

Manaus, 19 de julho de 2026
×
Manaus, 19 de julho de 2026

Cenário

Rosses e Rodrigo Sá trocam ‘farpas’ em sessão da CMM

Os vereadores protagonizaram um debate tecendo críticas entre si sobre Segurança Pública.

(Fotos: Divulgação/ Dicom/Assessoria)

Manaus (AM) – Os vereadores da Câmara Municipal de Manaus (CMM), Coronel Rosses (PL) e Rodrigo Sá (Progressistas), protagonizaram um debate sobre segurança pública durante sessão plenária na CMM, na terça-feira (30).

Em críticas ao vereador Rodrigo Sá, Rosses alegou, sem citar nomes, que “quem deveria vestir a carapuça de polícia vive a carapuça de um quase policial de gabinete e birô.

Rodrigo Sá entendeu a indireta e rebateu afirmando: “cite nomes, vereador, ainda que a carapuça não tenha servido pelo tanto de baboseira que vossa excelência falou, cite nomes”.

Rosses destacou durante a sessão que se ausenta do plenário e quando retorna, segundo ele, “falsos policiais aproveitam a ausência para denegrir e atacar seus familiares”, mencionando seu irmão.

“Eu me ausento do plenário e, quando eu me vejo, eu tenho que retornar, até porque falsos policiais aproveitam, às vezes, a sua ausência para lhe denegrir, para falar inverdades e, às vezes, até atacar familiares, como o meu irmão já foi atacado, porque fazer parte do atual governo, para mim, é uma ofensa. Mas eu desafio qualquer um parlamentar aqui a dizer que falei alguma mentira, em verdade, ou alguma promessa ‘politiqueira’ aqui nessa casa. O que nós temos aqui são realidades que quem nunca viveu a polícia de verdade vem contar, para manter o seu luxo, para manter o seu conforto, para manter a sua coleção de carros importados, para manter a sua coleção de Rolex, e, muitas vezes, essas pessoas não sabem nem onde guardam, onde deixaram guardadas suas próprias armas que a instituição ali lhes concedeu”, disse.

Segundo Coronel Rosses, o vereador Rodrigo Sá, “esqueceu de ser policial” por passar muito tempo no gabinete.

“Eu nunca deixei de ser policial. Muitos aqui se esqueceram que foram policiais. Eu acho que nunca nem foram, porque passaram tanto tempo no gabinete, sentado, puxando o saco de autoridade política, que não sabe de onde veio, que não sabe realmente o que é o sofrimento de uma tropa da polícia civil, que não tem sequer o apoio daquelas pessoas que eles elegeram para tentar defendê-los”, alegou.

Ainda em críticas e tom alterado, Rosses criticou o posicionamento de seu colega de trabalho, o vereador Rodrigo Sá.

“É só ir à rua, é só sair do seu carro importado, sair do seu gabinete, que nunca saiu, ir lá na rua, perguntar da população e dos policiais e ele vão dizer: ‘nós estamos ferrados e não temos ninguém, ninguém para levantar a voz para defendermos’. Então eu estou aqui, porque eu fui policial, eu estive no interior, eu operei, eu troquei tiro, eu estive no meio da vagabundagem, tá? Eu não sou policial de birô, que nunca, se entregar uma arma na mão dele, ele não sabe o que fazer. Se entregar um fuzil, ele nunca tirou. Então, são essas realidades que a gente vive. Quem deveria vestir a carapuça de polícia, vive a carapuça de quê? De um quase policial de gabinete e de birô”, afirmou.

O vereador Rodrigo Sá questionou o motivo do “desespero” de Rosses e criticou a falta de “citação de nomes” pelo vereador.

“Eu não sei qual o motivo de tanto desespero, de tanto destempero, e se arvorem em falar de coragem, que é polícia, isso e aquilo. Cite nomes, vereador. Cite nomes. Ainda que a carapuça não tenha servido, pelo tanto de baboseira que vossa excelência falou, cite nomes. E se você não sabe, eu sou delegado de polícia civil de classe especial, último grau da carreira. Polícia investigativa, polícia repressiva. Ao contrário do que vossa excelência prega, eu nunca falei sobre a sua carreira policial”, criticou.

Na sequência, Rodrigo Sá alegou que não tratou com desrespeito o irmão de Rosses rebatendo a fala dele sobre “ataque a seus familiares”.

“Eu nunca teci qualquer tipo de comentário sobre a sua trajetória profissional. Cite nomes, porque fui eu que citei o seu irmão da outra vez, e não citei com desrespeito. Tanto que o seu irmão encontrou comigo fora, em uma TV, e falou comigo normalmente, porque eu o citei cobrando que ele cobrasse também do Governo do Estado lá na Assembleia. Em nenhum momento eu o desrespeitei. Agora, vossa excelência tão logo terminou aquele meu discurso outrora, e foi lá no meu gabinete sorrir e apertar minha mão”, disse.

Em seguida, o vereador Rodrigo Sá teceu críticas a Rosses ressaltando para ele “lavar sua boca para falar de sua trajetória profissional”.

“Então cite nomes e arque com a responsabilidade das suas palavras. Porque vossa excelência citou coisas aí, vossa excelência vai ter que provar. E eu nunca falei da sua trajetória profissional, diga-se de passagem. Então, não venha, lave sua boca para falar da minha história como profissional de 23 anos de serviço público. O mundo não gira em torno de vossa excelência. Chega de egocentrismo. Vossa excelência não é o único que se qualificou, vossa excelência não é o único que trabalhou na ponta, não. Vá pesquisar as operações policiais que fiz, inclusive aqui nesse bairro”, criticou.

Por fim, Sá reafirmou para Rosses citar seu nome e “ser corajoso da próxima vez”.

“Em nenhum momento eu falei da sua trajetória profissional, nem tampouco da sua família. Então espero um pouco mais de respeito e cite o nome da próxima vez. Coloque essa sua coragem, que o seu tanto ostenta e reverbera como um ‘parlapatão’ na tribuna ou com microfone, e seja corajoso para citar o meu nome”, finalizou.

 

LEIA MAIS: