(Foto: Ricardo Stuckert /PR)
Manaus (AM) – Em meio a uma disputa internacional sobre o papel de novos fóruns de paz e reconstrução global, os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Emmanuel Macron defenderam nesta terça‑feira (27) o fortalecimento da Organização das Nações Unidas (ONU) como principal instância de governança multilateral.
A conversa, ocorrida por telefone e com duração de cerca de uma hora, ocorreu em um momento em que o Brasil ainda não respondeu formalmente a convite dos Estados Unidos para integrar o novo “Conselho de Paz” focado na reconstrução de Gaza, enquanto a França já informou Washington que não participará do grupo.
O telefonema abordou ainda outros temas sensíveis na agenda internacional. Os dois líderes discutiram a situação na Venezuela, após a ação militar dos Estados Unidos que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro, e concordaram em condenar o uso da força em violação ao direito internacional, ressaltando a necessidade de paz e estabilidade na América do Sul e no mundo.
No diálogo, Lula também reafirmou a importância do multilateralismo, destacou o valor do acordo entre Mercosul e União Europeia, apesar das divergências de Paris em relação ao tratado, e tratou de cooperação bilateral em áreas como ciência, tecnologia e defesa.
O Conselho de Paz, proposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem gerado cautela diplomática em Brasília. O governo brasileiro ainda não formalizou sua posição sobre aceitar o convite para integrar o grupo, e diplomatas ressaltam que qualquer iniciativa de paz e segurança deve estar alinhada ao mandato e aos princípios do Conselho de Segurança da ONU.
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