Manaus, 7 de julho de 2026
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Brasil

Caso Orelha: adolescentes investigados retornam ao Brasil após repercussão internacional

Morte do cachorro em Florianópolis gerou indignação e reacendeu debate sobre maus-tratos a animais.

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(Foto: Reprodução /Redes sociais)

Manaus (AM) – Dois dos quatro adolescentes investigados pela morte do cachorro Orelha, em Florianópolis, retornaram ao Brasil na manhã desta quinta-feira (29), após anteciparem uma viagem aos Estados Unidos.

A informação foi confirmada pela Polícia Civil de Santa Catarina, que cumpriu ordens judiciais ainda no Aeroporto Internacional de Florianópolis, em sala restrita, para garantir a segurança de todos os envolvidos.

Segundo a corporação, os jovens tiveram os celulares apreendidos, assim como já havia ocorrido com os outros adolescentes investigados. Ambos também foram intimados a prestar depoimento. O retorno antecipado foi identificado por meio de monitoramento conjunto da Polícia Civil com a Polícia Federal (PF).

De acordo com informações da imprensa, os adolescentes desembarcaram inicialmente no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, antes de seguirem para Santa Catarina. A identidade e imagens dos envolvidos não serão divulgadas, em cumprimento a decisão judicial baseada no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que busca evitar retaliações e novos episódios de violência.

Ao todo, quatro adolescentes são investigados por envolvimento na agressão que resultou na morte do cão Orelha, considerado mascote da Praia Brava. Após o ocorrido, dois deles foram para os Estados Unidos, mas decidiram retornar ao país antes do previsto.

As investigações também apuram a possível participação de adultos no caso. Dois pais e um tio de adolescentes investigados foram indiciados pela Polícia Civil sob suspeita de coação de testemunhas. Três parentes chegaram a ser formalmente acusados de intimidar um vigia local que teria presenciado o ataque ao animal.

O cachorro foi encontrado gravemente ferido em uma área de mata, chegou a receber atendimento veterinário, mas não resistiu. As apurações seguem sob sigilo e incluem a análise de imagens de câmeras de segurança e depoimentos de moradores da região.

O caso gerou forte repercussão nacional e reacendeu o debate sobre a eficácia da legislação brasileira de combate aos maus-tratos contra animais. A Justiça também determinou que plataformas digitais removam conteúdos que divulguem informações ou imagens dos adolescentes suspeitos, sob pena de responsabilização por violação ao ECA.

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