Manaus, 7 de julho de 2026
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Manaus, 7 de julho de 2026

Política

Grande renovação marca disputa pelos governos estaduais em 2026

Com 18 governadores impedidos de se reeleger, eleições devem abrir espaço para novos nomes e fortalecer disputa por outros cargos.

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(Foto: Divulgação/ TRE)

Manaus (AM) – As eleições estaduais de outubro de 2026 devem provocar uma das maiores renovações recentes nos governos do país. Dos 27 governadores atuais, 18 não poderão disputar a reeleição porque a legislação brasileira proíbe três mandatos consecutivos no Executivo.

Com oito anos no cargo, esses governadores terão que deixar o posto e decidir novos caminhos políticos. Parte deles já sinalizou que pretende concorrer a outros cargos, como a Presidência da República ou o Senado. Ao mesmo tempo, a troca obrigatória de comando deve abrir espaço para novos nomes nos estados.

Atualmente, nove governadores ainda podem tentar a reeleição em seus estados. Outros quatro já manifestaram interesse em disputar a Presidência, enquanto pelo menos seis indicaram que devem concorrer a vagas no Senado, que renovará 54 das 81 cadeiras em 2026. Há ainda governadores com futuro indefinido e alguns que afirmam que devem permanecer no cargo até o fim do mandato.

Apesar das movimentações políticas, ainda não há candidaturas oficiais. De acordo com o calendário eleitoral, os partidos só poderão definir seus candidatos nas convenções entre julho e agosto. O registro das candidaturas deve ser feito no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até 15 de agosto, quando a campanha passa a ser permitida.

A lei eleitoral também estabelece que governadores que desejarem concorrer a outros cargos — como presidente, senador ou deputado — precisam renunciar ao mandato até abril de 2026. Essa regra, chamada de desincompatibilização, busca evitar o uso da máquina pública para obter vantagens eleitorais.

Quando o governador deixa o cargo, o vice assume e pode disputar a eleição. Um caso diferente acontece no Rio de Janeiro. O governador Cláudio Castro não pode mais se reeleger e indicou interesse em disputar o Senado, mas o estado está sem vice-governador desde que Thiago Pampolha deixou o cargo para assumir uma vaga no Tribunal de Contas em 2025. Se Castro renunciar, o estado terá uma eleição indireta na Assembleia Legislativa para escolher um governador temporário até o fim do ano.

Especialistas apontam que a limitação de mandatos aumenta a importância da transferência de votos. Segundo o cientista político Paulo Niccoli Ramirez, a capacidade de um governador eleger um sucessor pode ser decisiva nos estados onde a troca de comando é obrigatória.

O governador é o cargo político mais alto dos estados e tem papel central na administração pública, sendo responsável por executar o orçamento, propor leis, coordenar secretarias e conduzir políticas públicas, especialmente em áreas como segurança, saúde e infraestrutura.

A legislação brasileira permite apenas uma reeleição consecutiva para cargos do Executivo. Após cumprir dois mandatos, o político pode voltar a concorrer ao mesmo cargo, desde que aguarde um intervalo de quatro anos, como ocorreu com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Com tantas mudanças previstas, as eleições de 2026 prometem redesenhar o cenário político nos estados e ter impacto direto no futuro da política nacional.

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