De acordo com as informações divulgadas, a Casa Branca foi comunicada de que as Forças Armadas estariam prontas para agir após o reforço significativo de recursos aéreos e navais na região. Apesar disso, Trump estaria dividido entre os argumentos a favor e contra uma ação militar, consultando assessores de segurança nacional e aliados internacionais antes de definir os próximos passos.
Enquanto a possibilidade de ataque é considerada, canais diplomáticos permanecem abertos. Negociadores americanos e iranianos mantiveram conversas indiretas em Genebra por cerca de três horas e meia, mas o encontro terminou sem um acordo concreto.
O principal representante iraniano afirmou que houve consenso sobre “princípios orientadores”, enquanto uma autoridade americana destacou que ainda restam muitos pontos a serem discutidos.
A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, declarou que o Irã deverá apresentar mais detalhes sobre sua posição nas próximas semanas, mas não confirmou se qualquer ação militar seria suspensa até lá. Segundo ela, embora a diplomacia seja a prioridade do presidente, a opção militar continua sobre a mesa.
O secretário de Estado Marco Rubio deve viajar a Israel em 28 de fevereiro para se reunir com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e discutir os desdobramentos das negociações.
Paralelamente, os Estados Unidos ampliaram sua mobilização militar. O porta-aviões USS Gerald Ford, considerado um dos mais avançados da Marinha americana, pode chegar à região nos próximos dias. Além disso, aviões-tanque e caças baseados no Reino Unido estariam sendo deslocados para áreas mais próximas do Oriente Médio.
Em resposta, o Irã também reforça suas instalações nucleares, enterrando estruturas estratégicas com concreto e grandes volumes de terra, segundo análises do Institute for Science and International Security. As medidas indicam preparação diante da crescente pressão militar.
Apesar da movimentação, Trump ainda não apresentou publicamente objetivos claros para uma eventual ofensiva. Ele tem reiterado que o Irã não deve obter armas nucleares e chegou a sugerir a possibilidade de mudança de regime, mas sem detalhar qual seria a estratégia ou os limites de uma operação militar.
O cenário atual mantém a tensão elevada entre os dois países, dividindo expectativas entre uma solução diplomática e o risco de um novo conflito no Oriente Médio.