Manaus, 7 de julho de 2026
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Manaus, 7 de julho de 2026

Cidades

Investigação aponta suposto esquema ligado ao Comando Vermelho com ‘núcleo político’ no AM

De acordo com informações divulgadas pela Polícia Civil do Amazonas, o grupo investigado é apontado como suspeito de integrar uma estrutura associada à facção Comando Vermelho.

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Imagem ilustrativa (Foto: Erlon Rodrigues/PC-AM)

Manaus (AM) – A Polícia Civil do Amazonas deflagrou, na manhã desta sexta-feira (20), uma operação contra um esquema ligado ao Comando Vermelho que, segundo as investigações, mantinha um “núcleo político” com acesso aos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário com atuação estruturada voltada ao tráfico de drogas no Estado.

De acordo com informações da Polícia Civil do Amazonas, o grupo investigado é apontado como suspeito de integrar uma estrutura associada à facção Comando Vermelho.

Conforme informações do G1, 14 pessoas haviam sido presas preventivamente, sendo oito no Amazonas. As prisões ocorrem no contexto da investigação e não representam condenação.

Valores sob apuração

Segundo a polícia, há indícios de que, desde 2018, o grupo investigado teria movimentado cerca de R$ 70 milhões, o que corresponderia a uma média aproximada de R$ 9 milhões por ano. Parte desse montante, aproximadamente R$ 1,5 milhão, teria sido destinada à organização criminosa por meio de empresas consideradas de fachada, conforme as apurações.

Os valores ainda são objeto de análise no âmbito do inquérito.

Funcionamento investigado

Os investigados são suspeitos de facilitar a contratação de empresas nos setores de transporte e logística que, segundo a investigação, teriam sido utilizadas para a aquisição de drogas na Colômbia e posterior envio a Manaus.

Ainda segundo a polícia, a capital amazonense funcionaria como ponto de redistribuição dos entorpecentes para outros estados. Movimentações financeiras relacionadas às conexões operacionais do grupo teriam sido identificadas em diferentes unidades da federação.

Mandados e medidas cautelares

A Justiça expediu 23 mandados de prisão preventiva e 24 de busca e apreensão. Também foram autorizadas medidas cautelares como bloqueio de contas bancárias, sequestro de bens e quebra de sigilo bancário, todas no âmbito da investigação em curso.

As ordens judiciais são cumpridas em Manaus e nas cidades de Belém, Ananindeua, Belo Horizonte, Fortaleza, Teresina e Estreito.

Possíveis enquadramentos

De acordo com a polícia, os investigados poderão responder, ao final das investigações e caso haja oferecimento e recebimento de denúncia pelo Judiciário, por crimes como organização criminosa, associação para o tráfico de drogas, corrupção ativa e passiva, violação de sigilo funcional, lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio.

 

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