Manaus, 7 de julho de 2026
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Manaus, 7 de julho de 2026

Cidades

Comunidades participam de soltura de quelônios na RDS

As ações ocorrem o ano todo, da proteção dos ninhos ao manejo dos filhotes, para aumentar a sobrevivência das espécies.

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(Foto: Divulgação/Sema)

Amazonas – A Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Puranga Conquista, unidade de conservação administrada pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), registrou a soltura de 980 quelônios em ações realizadas nas comunidades Bela Vista do Jaraqui, São Francisco do Igarapé do Chita e Barreirinha.

A atividade ocorreu entre quarta-feira (25/03) e sexta-feira (27/03) e contou com a participação de moradores e Agentes Ambientais Voluntários (AAVs) capacitados pela Sema, que atuam no monitoramento e na proteção de espécies como tracajás (Podocnemis unifilis), irapucas (Podocnemis erythrocephala) e cabeçudos (Peltocephalus dumeriliana).

As ações são desenvolvidas ao longo do ano e incluem etapas que vão da proteção dos ninhos ao manejo dos filhotes, com o objetivo de aumentar a taxa de sobrevivência das espécies em ambiente natural.

De acordo com a gestora da unidade, Shayene Rossi, o envolvimento comunitário é determinante para os resultados obtidos. “O monitoramento realizado pelos próprios moradores tem gerado avanços importantes na proteção dos quelônios dentro da RDS Puranga Conquista”, afirmou.

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(Foto: Divulgação/Sema)

Monitoramento ambiental

O monitoramento segue a metodologia do projeto Pé-de-Pincha, vinculado à Universidade Federal do Amazonas (Ufam). Entre as atividades estão a identificação de áreas de desova, a proteção dos ninhos e a transferência dos ovos para ambientes controlados, como chocadeiras artificiais.

Após a eclosão, os filhotes permanecem em tanques até atingirem o tamanho adequado para a soltura, etapa que contribui para reduzir a mortalidade nas fases iniciais do ciclo de vida. A Sema oferece suporte logístico, financeiro e operacional ao longo de todo o processo.

Segundo a gestora, mesmo diante de eventos adversos, como períodos de seca e variações ambientais, o monitoramento tem contribuído para ampliar a sobrevivência das espécies, que naturalmente apresentam baixos índices de sobrevivência na natureza.

Agenda comunitária

Na comunidade Bela Vista do Jaraqui, foram soltos 232 tracajás. O monitoramento é realizado há oito anos por famílias locais e contou com a participação de estudantes da Escola Municipal Divino Espírito Santo.

Na comunidade São Francisco do Igarapé do Chita, a ação resultou na soltura de 48 tracajás. Já a comunidade Barreirinha concentrou a maior quantidade, com 700 quelônios — sendo 420 irapucas e 280 cabeçudos.

Composta por 10 famílias, Barreirinha mantém o monitoramento há mais de três anos e também integra o projeto “Mudanças Climáticas e Sociobiodiversidade Amazônica: Perspectivas da Herpetofauna”, desenvolvido pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), que acompanha os impactos das mudanças climáticas sobre as espécies da região.

(*) Com informações da assessoria

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