A transmissão do cargo ocorreu em cerimônia na Assembleia Legislativa de Goiás, onde o vice-governador Daniel Vilela (MDB) assumiu oficialmente o comando do Executivo estadual e afirmou que dará continuidade às políticas da gestão anterior, especialmente nas áreas de segurança pública e combate à criminalidade.
Anunciado pelo PSD como pré-candidato ao Planalto na segunda-feira (30), Caiado reconheceu que ainda enfrenta resistência dentro do próprio partido, mas tratou o cenário como natural neste momento inicial da disputa. Segundo ele, a estratégia será percorrer diversas regiões do país para consolidar apoios e ampliar sua base política, além de criticar análises consideradas prematuras sobre o cenário eleitoral, destacando que o ambiente ainda está em formação.
Durante entrevista, Caiado afirmou que pretende se apresentar como alternativa à polarização política nacional, hoje associada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao senador Flávio Bolsonaro (PL), nomes que lideram pesquisas de intenção de voto.
O pré-candidato defendeu uma campanha baseada em propostas e experiência administrativa, ressaltando os resultados de sua gestão em Goiás como principal credencial, com destaque para áreas como segurança pública, educação, infraestrutura e combate à corrupção.
A escolha de Caiado como candidato do PSD ocorreu após disputa interna com o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, que não declarou apoio imediato e criticou a decisão partidária, alertando para o risco de intensificação da polarização. Por outro lado, o governador do Paraná, Ratinho Junior, que havia retirado sua candidatura na disputa interna, manifestou apoio à indicação e elogiou a trajetória política do goiano.
Em seus discursos, o ex-governador adotou um tom conciliador, afirmando que o Brasil precisa superar divisões políticas e buscar maior estabilidade institucional, ao mesmo tempo em que fez críticas à atual conjuntura nacional, citando problemas como corrupção, insegurança e instabilidade política.