(Foto: akram alrasny/Depositphotos)
Manaus (AM) – A dimensão territorial, a geografia montanhosa e a posição estratégica do Irã são fatores que dificultam uma eventual invasão terrestre e podem prolongar a guerra no Oriente Médio. A avaliação é do professor de Relações Internacionais e especialista em geopolítica Jonathan Lopes.
Segundo ele, o tamanho de um país não define sozinho quem vence uma guerra, mas pode influenciar diretamente o custo e a duração do conflito.
Irã tem território difícil de ocupar
Jonathan explica que uma operação terrestre no Irã exigiria um esforço militar enorme, tanto pela extensão territorial quanto pelas condições naturais do país.
“O Irã tem um território muito grande, com áreas montanhosas e condições geográficas que dificultam muito qualquer avanço por terra”, afirmou.
Na prática, isso significa que uma ocupação militar exigiria alto custo logístico e grande mobilização de tropas.
População e relevo aumentam poder de defesa
Além do território, o professor aponta a população numerosa e a variedade climática como fatores que favorecem a defesa iraniana.
“O Irã tem uma população muito significativa e uma geografia que ajuda bastante na resistência. Isso desencoraja uma incursão terrestre”, avaliou.
Esses elementos tornam o cenário mais complexo para qualquer tentativa de guerra convencional com ocupação prolongada.
Estreito de Ormuz deve concentrar próximos movimentos
Na análise de Jonathan, o próximo foco estratégico do conflito pode ser o Estreito de Ormuz, ponto vital para o comércio mundial de petróleo.
“A guerra deve caminhar cada vez mais para uma dimensão naval, porque o Estreito de Ormuz é central para o Irã e para a economia global”, disse.
A região pode se tornar o principal palco da disputa caso a tensão continue aumentando.
Trump adiciona fator de imprevisibilidade
Jonathan também chamou atenção para o comportamento político do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que, segundo ele, adiciona um fator de imprevisibilidade ao conflito.
“Trump é muito difícil de prever. Isso torna qualquer cenário mais instável, porque a guerra também depende de decisões políticas rápidas e muitas vezes contraditórias”, afirmou.
Para o professor, esse fator pode acelerar ou ampliar decisões militares, mesmo quando o cenário técnico aponta cautela.
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