(Foto: Reprodução /Instagram @CarlosAlmeida)
Manaus (AM) – O defensor público e ex-vice-governador Carlos Almeida Filho afirmou recentemente, em entrevista à imprensa, durante evento do governo estadual, que há um movimento de reaproximação com o governador Wilson Lima, após um período de afastamento político. Segundo ele, o momento é de retomada do diálogo, ainda sem definição de uma aliança formal.
O distanciamento entre os dois remonta ao período em que integravam a mesma gestão. Eleitos em 2018, assumiram os cargos de governador e vice em janeiro de 2019. Na ocasião, Carlos Almeida também passou a chefiar a Casa Civil do Governo do Amazonas. A relação começou a se desgastar durante sua permanência no cargo e culminou, em maio de 2020, no auge da primeira onda da pandemia de COVID-19, com seu pedido de exoneração, ao alegar dificuldades para conduzir os trabalhos na pasta.
Apesar de permanecer como vice-governador à época, a relação com Wilson Lima continuou a se deteriorar. Em 2021, novos episódios intensificaram o conflito, entre eles a exoneração de servidores ligados ao seu gabinete. A medida foi contestada judicialmente por Carlos Almeida, que a classificou como tentativa de intimidação.
As divergências também se estenderam ao campo administrativo. Durante uma ausência do governador, Carlos Almeida chegou a assinar a exoneração do secretário de Segurança Pública. A decisão, no entanto, não foi oficializada no Diário Oficial.
Mesmo reconhecendo a atual reaproximação, Carlos Almeida ressaltou que mantém uma posição independente e que continuará fazendo críticas quando considerar necessário. No âmbito partidário, afirmou permanecer filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT), embora tenha demonstrado desconforto com a conjuntura interna da legenda.
O defensor também direcionou críticas ao sistema de Justiça, com ênfase na situação da Defensoria Pública. De acordo com ele, a instituição enfrenta limitações estruturais devido à disputa por recursos com outros órgãos, já que o orçamento é compartilhado, o que impacta sua capacidade de atuação.
Outro ponto levantado foi o uso de advogados dativos, profissionais contratados na ausência de defensores públicos. Para Carlos Almeida, esse modelo pode gerar custos mais elevados ao Estado, sendo menos eficiente do que o investimento direto na Defensoria Pública.
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