Manaus, 7 de julho de 2026
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Manaus, 7 de julho de 2026

Cidades

Desigualdade econômica sobrecarrega mulheres no Amazonas

Mães solo e renda desigual ampliam vulnerabilidade e dificultam saída de ciclos de violência

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(Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

Manaus (AM) – A desigualdade econômica é um dos principais fatores que aprofundam a vulnerabilidade das mulheres no Amazonas, especialmente entre aquelas que chefiam famílias sozinhas.

A avaliação é da presidente da União Brasileira de Mulheres no estado, Eriana Azevedo, que aponta a sobrecarga financeira e social como um dos maiores desafios enfrentados pelas mulheres. “As mulheres são maioria chefiando famílias. Muitas são mães solo. E ainda recebem menos que os homens exercendo a mesma função”, afirmou.

Dependência financeira mantém ciclo de violência

Segundo ela, a falta de renda própria impede muitas mulheres de romper relacionamentos abusivos. “Muitas não saem porque dependem financeiramente. Às vezes têm filhos, não têm rede de apoio, não têm onde deixar as crianças para trabalhar”, explicou.

Ela cita casos de mães atípicas que enfrentam ainda mais dificuldades. “Tem mãe que precisa acompanhar o filho na escola porque não tem profissional especializado. Como essa mulher vai trabalhar?”, questionou.

Pensão alimentícia é outro problema

Eriana também criticou a baixa responsabilidade de pais no pagamento de pensão. “Tem homem que dá R$ 200, R$ 300 e acha que está sustentando tudo. Isso é absurdo”, afirmou.

Ela orienta que mulheres busquem a Justiça para garantir o direito. “O melhor caminho é formalizar. Quando é judicial, o valor é descontado direto e evita conflito”, disse.

Programas sociais são essenciais

Apesar de críticas, ela defende programas como o Bolsa Família. “Para muitas mulheres, é a única renda. Não é questão de escolha, é sobrevivência”, destacou.

Sobrecarga invisível

Eriana resume o cenário como uma sobrecarga estrutural. “A renda da mulher vai toda para a casa, para os filhos. E ainda existe a cobrança social. É uma carga muito pesada”, concluiu.

Assista à entrevista na íntegra:

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