Manaus, 7 de julho de 2026
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Manaus, 7 de julho de 2026

Cidades

Manaus está entre as piores capitais do país com baixa cobertura de pré-escola e creches, aponta estudo

Levantamento do Iede e QEdu mostra baixa cobertura em pré-escola e um dos piores índices do país em creches.

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(Foto: Divulgação)

Manaus (AM) – Manaus figura entre as capitais brasileiras com os piores índices de atendimento na educação infantil, segundo levantamento divulgado quarta-feira (29) pelo Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional (Iede), em parceria com a plataforma QEdu.

Os dados escancaram um problema persistente na capital amazonense: milhares de crianças seguem fora da sala de aula justamente na fase mais decisiva para o desenvolvimento cognitivo e social.

Na pré-escola, etapa voltada para crianças de 4 e 5 anos e obrigatória por lei desde 2013, Manaus registra cobertura de 80,2%, índice que coloca a capital entre as sete piores do Brasil e bem abaixo do patamar considerado ideal, de ao menos 90% de atendimento. Isso significa, na prática, que cerca de duas em cada dez crianças nessa faixa etária estão fora da escola.

Creches

O cenário é ainda mais crítico quando se trata de creches. Apenas 12,8% das crianças de 0 a 3 anos estão matriculadas em unidades de educação infantil em Manaus — o segundo pior desempenho entre as capitais brasileiras, atrás apenas de Macapá.

O percentual deixa a cidade muito distante da meta prevista no novo Plano Nacional de Educação (PNE), que estabelece atendimento mínimo de 60% dessa população nos próximos dez anos.

Norte

O levantamento mostra ainda que o problema tem forte recorte regional.

A Região Norte concentra os piores indicadores do país tanto em creches quanto em pré-escola, reflexo de gargalos históricos em infraestrutura, expansão de vagas e capacidade de atendimento da rede pública. Em muitos municípios da região, a universalização da educação infantil segue longe da realidade.

Os números colocam pressão sobre a gestão municipal, que tem a responsabilidade constitucional de garantir a oferta de creches e pré-escola.

A falta de vagas compromete o desenvolvimento das crianças, amplia desigualdades desde os primeiros anos de vida e também afeta diretamente famílias, especialmente mães, que muitas vezes precisam deixar o mercado de trabalho por não terem onde deixar os filhos.

 

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