Na transmissão, Zema mencionou práticas de trabalho infantil em outros países, citando o caso dos Estados Unidos como exemplo. Segundo ele, crianças atuariam em atividades como a entrega de jornais e receberiam pagamento por tarefa realizada.
“Lá fora, nos Estados Unidos, criança sai entregando jornal, recebe lá não sei quantos centavos por cada jornal entregue, no tempo que tem. Aqui é proibido, né? Você tá escravizando criança. Então é lamentável. Mas tenho certeza que nós vamos mudar”, afirmou.
No Brasil, a legislação trabalhista proíbe o trabalho de menores de 16 anos, com exceção da condição de aprendiz a partir dos 14 anos. Nesses casos, a atividade deve seguir regras específicas, incluindo restrições a trabalho noturno, insalubre ou perigoso, conforme previsto na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Durante a mesma participação, o ex-governador declarou que crianças podem exercer atividades simples, desde que conciliadas com os estudos. Ele também relatou experiências pessoais, afirmando que começou a ajudar o pai no comércio de peças automotivas ainda na infância e que teve a Carteira de Trabalho assinada aos 14 anos.
“Eu trabalho desde que eu aprendi a contar”, disse.
Já em manifestação feita neste sábado (2), Zema defendeu a ampliação de oportunidades de trabalho para menores de 18 anos como forma de reduzir a vulnerabilidade de jovens ao recrutamento por organizações criminosas, incluindo o tráfico de drogas.
As falas repercutiram em meio ao debate público sobre trabalho infantil no país, tema regulado por normas nacionais e internacionais que estabelecem limites etários e condições específicas para a inserção de adolescentes no mercado de trabalho.