Manaus, 7 de julho de 2026
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Manaus, 7 de julho de 2026

Cidades

Falta de investimento em transporte coletivo agrava congestionamentos em Manaus, diz professor

A análise foi feita durante entrevista ao programa Cenário Político, divulgada em 11 de junho.

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(Foto: Maxwell Oliveira e Luiz Albuquerque (drone)/Implurb)

Manaus (AM) – A mobilidade urbana de Manaus enfrenta desafios relacionados à infraestrutura para pedestres, à dependência do transporte coletivo por ônibus e à limitada oferta de modais de transporte. A avaliação foi feita pelo doutor em Engenharia de Transportes Geraldo Alves durante entrevista ao programa Cenário Político, do Portal Amazonas 1, divulgada em 11 de junho.

Segundo o especialista, uma cidade deve oferecer diferentes opções de deslocamento para atender às necessidades da população. Em Manaus, porém, a realidade ainda é marcada pela predominância do transporte coletivo por ônibus e dos meios individuais, como automóveis e motocicletas.

De acordo com Alves, a caminhada deveria ocupar papel de destaque na mobilidade urbana por atender deslocamentos de curta distância e complementar outros sistemas de transporte.

Problemas nas calçadas

Ao analisar a situação da capital amazonense, o professor apontou a precariedade da infraestrutura destinada aos pedestres como um dos principais obstáculos para a mobilidade.

Segundo ele, há locais onde não existem calçadas e outros onde a estrutura disponível apresenta limitações para circulação. Também citou obstáculos que dificultam o deslocamento de quem caminha pela cidade.

“A cidade não investiu na construção de calçadas nem na regularidade das calçadas. Tem lugar que tem calçada e tem lugar que não tem”, afirmou.

Ele acrescentou que árvores, postes, lixeiras e outros elementos instalados sobre as calçadas reduzem o espaço destinado aos pedestres e comprometem sua utilização.

“Isso dificulta o uso delas como espaço de circulação urbana”, disse.

Dependência do transporte por ônibus

Alves afirmou que Manaus ainda depende fortemente do transporte coletivo por ônibus, apesar de possuir mais de dois milhões de habitantes.

Para ele, a cidade deveria contar com sistemas de transporte mais robustos e diversificados, capazes de ampliar as alternativas de deslocamento da população.

“A cidade ainda não conta com sistemas mais robustos. Apesar de ser uma cidade grande, com mais de dois milhões de habitantes, a gente continua dependendo do transporte coletivo por ônibus”, declarou.

Além dos ônibus, o especialista destacou a presença dos meios individuais de transporte, especialmente automóveis e motocicletas, como principais opções utilizadas pela população.

Necessidade de ampliar as alternativas

Durante a entrevista, Alves defendeu que a mobilidade urbana deve ser pensada a partir da oferta do maior número possível de modais de transporte.

Segundo ele, a existência de diferentes opções permite atender melhor às necessidades da população e contribui para tornar os deslocamentos mais eficientes.

“O ideal é que a cidade disponha de uma riqueza do maior número de modais possíveis”, afirmou.

Para o especialista, o cenário atual demonstra que Manaus ainda possui desafios significativos para ampliar suas opções de transporte e melhorar as condições de deslocamento urbano.

 

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