(Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil)
Manaus (AM) – A Amazônia deve enfrentar um período de menos chuva, temperaturas acima da média e maior risco de queimadas nos próximos meses. A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para o trimestre entre julho e setembro de 2026 indica que a região terá precipitações abaixo do esperado e calor mais intenso, cenário que favorece ondas de calor, incêndios florestais e o agravamento da estiagem.
Segundo o Inmet, essas condições estão associadas à atuação do El Niño, que tem mais de 90% de probabilidade de permanecer até o início de 2027. O instituto também aponta alta chance de o fenômeno ganhar força entre a primavera e o verão de 2026, quando a temperatura da superfície do Oceano Pacífico Equatorial pode ficar mais de 2°C acima da média.
Na Amazônia, os efeitos do El Niño costumam ser sentidos com mais intensidade. A redução das chuvas contribui para a queda no nível dos rios, dificulta o transporte de comunidades ribeirinhas, afeta o abastecimento e aumenta o risco de incêndios em áreas de floresta.
Amazonas ainda sente os reflexos da última grande estiagem
O alerta preocupa porque o Amazonas ainda tem como referência os impactos registrados em 2024, quando o estado enfrentou uma das estiagens mais severas da história recente.
Naquele ano, todos os 62 municípios decretaram situação de emergência devido à seca e às queimadas. Mais de 460 mil pessoas foram afetadas pela vazante dos rios, segundo dados do Governo do Amazonas.
O estado também registrou 21.612 focos de calor entre 1º de janeiro e 23 de setembro de 2024, o maior número desde 1998. A fumaça das queimadas atingiu todos os 62 municípios amazonenses, comprometendo a qualidade do ar e provocando impactos à saúde da população.
Com a previsão de continuidade do El Niño, especialistas reforçam a importância de medidas preventivas para reduzir os impactos da seca e das queimadas, principalmente na Amazônia, onde os efeitos do fenômeno costumam ser mais intensos.
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