Manaus, 9 de agosto de 2026
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Cenário

‘Por que a régua muda?’, questiona deputado sobre negativa de visita dos filhos a Bolsonaro

Em manifestação sobre o caso, o parlamentar classificou a negativa como desproporcional e afirmou que a decisão impede Bolsonaro de passar a data em família.

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(Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom /Agência Brasil)

Manaus (AM) – O deputado estadual Delegado Péricles (PL) criticou a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que negou o pedido para que o ex-presidente Jair Bolsonaro recebesse os filhos durante o Dia dos Pais. Em manifestação sobre o caso, o parlamentar classificou a negativa como desproporcional e afirmou que a decisão impede Bolsonaro de passar a data em família.

“Mas preciso chamar a sua atenção para um pai que não pôde ver os filhos. Um pai patriota, honesto, que arrastou multidões por onde passou. Esse pai é o presidente Jair Bolsonaro”, afirmou Péricles. Na avaliação do deputado, haveria, desde o início, “desproporcionalidade e um tom de revanchismo nas decisões proferidas por um único juiz”.

Segundo Péricles, Bolsonaro teria solicitado ao STF autorização para receber os filhos Carlos, Renan e Flávio durante o Dia dos Pais. Para o deputado, tratava-se de “um pedido humanitário para passar o Dia dos Pais junto”. A solicitação, porém, foi negada por Moraes.

O parlamentar relacionou a decisão a uma carta escrita por Bolsonaro aos filhos e posteriormente publicada nas redes sociais por Flávio. De acordo com Péricles, o entendimento do STF de que a divulgação da carta representaria violação à proibição de uso de redes sociais seria baseado em uma suposição.

“Mas preste atenção, a regra proíbe usar rede social, não proíbe escrever carta. Ninguém provou que ele autorizou a divulgação. É uma suposição e essa suposição está custando a ele o direito de abraçar os filhos”, declarou.

Péricles também comparou a situação envolvendo Bolsonaro ao período em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve preso em Curitiba. Segundo o deputado, cartas de Lula foram lidas publicamente, inclusive pelo então advogado Cristiano Zanin, hoje ministro do STF, e não houve punição.

“Lula, preso em Curitiba, teve cartas lidas publicamente, inclusive por Cristiano Zanin, hoje ministro do STF, e ninguém foi punido. Então me diga, por que a régua muda dependendo de quem está preso?”, questionou.

Ao concluir a manifestação, o deputado afirmou que a situação deveria ser analisada para além da disputa política. “Hoje não é sobre política, é sobre um pai impedido de ver os filhos numa data que é de família. E isso deve incomodar muito qualquer brasileiro, não importa o lado”, disse.

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