(Foto: Divulgação/ Canva)
Manaus (AM) – Com o início oficial da campanha eleitoral neste domingo (16), motoristas que pretendem adesivar veículos com propaganda de candidatos ou utilizá-los em atividades eleitorais devem consultar previamente a seguradora. O alerta é da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) e da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg).
Segundo as entidades, propagandas de grandes proporções e a utilização do automóvel em carreatas, comícios, transporte de materiais ou equipes de campanha podem alterar o perfil de uso informado no momento da contratação do seguro.
Na contratação da apólice, o motorista informa à seguradora como o veículo será utilizado. Se o automóvel passa a ter uma finalidade diferente, a mudança pode modificar as condições consideradas para a cobertura.
Por isso, a recomendação é comunicar a seguradora antes de utilizar o veículo em atividades de campanha. Dependendo das condições previstas no contrato, a ausência dessa informação pode resultar em restrições ou até na negativa de indenização em determinados casos.
As entidades também chamam atenção para o risco de vandalismo. Veículos identificados com propaganda política podem ficar mais expostos durante manifestações e eventos eleitorais. Danos provocados por vandalismo, segundo as entidades, não estão necessariamente incluídos nas coberturas contratadas.
Isso significa que, se um carro adesivado for danificado durante um ato político, por exemplo, o proprietário pode ter de arcar com o prejuízo caso esse tipo de ocorrência não esteja previsto na apólice.
Mudança de uso
O alerta não significa que adesivar um veículo automaticamente cancela o seguro. A principal preocupação está na eventual mudança da utilização do automóvel e nas situações de risco associadas à atividade eleitoral.
Um veículo utilizado normalmente para deslocamentos pessoais ou entre casa e trabalho pode passar a circular em comboios, participar de carreatas ou transportar pessoas e materiais de campanha. Essas alterações podem ser consideradas pela seguradora na análise do risco.
A orientação da CNseg e da FenSeg é que o motorista verifique as condições da apólice e informe previamente qualquer mudança relevante no uso do veículo.
Com o início da campanha, a recomendação busca evitar que o proprietário descubra apenas após um acidente, furto ou outro sinistro que a situação do veículo não correspondia às condições originalmente informadas à seguradora.
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