Marcelo Ramos questiona novo empréstimo de R$ 1,86 bilhão buscado pelo Governo do Amazonas às vésperas das eleições - (Foto: Divulgação/Secom)
O Amazonas pode sair das eleições de 2026 mais endividado e com uma conta milionária para os próximos anos. O Governo Roberto Cidade busca liberar mais R$ 1,86 bilhão de um empréstimo autorizado pela Assembleia Legislativa, enquanto a operação já contratada prevê juros que, segundo a análise apresentada por Marcelo Ramos, podem representar quase R$ 500 milhões ao longo do contrato.
A operação ocorre justamente na reta final da eleição. Para Marcelo Ramos, o momento da contratação levanta questionamentos sobre a necessidade de aumentar a dívida do Estado agora, quando o atual governo está a poucas semanas de disputar a reeleição.
O ex-deputado afirma que o Amazonas teve R$ 40 bilhões em receita realizada em 2025, R$ 10 bilhões acima do orçamento inicialmente previsto, mas, ainda assim, terminou o período recorrendo a novo endividamento.
A crítica é direta: se o Estado arrecadou mais do que esperava, por que precisa contrair mais uma dívida bilionária às vésperas da eleição?
Segundo Ramos, o empréstimo anterior também teria sido utilizado em grande parte para amortização de dívida e inversões financeiras, e não exclusivamente em investimentos.
O novo contrato tem prazo de dez anos, com 12 meses de carência. Na avaliação apresentada por Ramos, considerando a taxa atual, a conta de juros pode chegar perto de meio bilhão de reais.
Para o ex-deputado, a liberação neste momento poderia permitir ao governo reorganizar recursos do Tesouro justamente durante a campanha eleitoral. Ramos chegou a afirmar que o dinheiro poderia se transformar em instrumento político para a campanha de Roberto Cidade — uma acusação política que não representa, por si só, uma conclusão oficial sobre a finalidade do empréstimo.
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