(Foto: Reprodução/ Redes Sociais)
Manaus (AM) – Alunos e professores do Centro de Educação de Tempo Integral (CETI) Calixto Ribeiro realizaram, na manhã desta sexta-feira (28), mais um protesto para cobrar providências diante de problemas no fornecimento da alimentação escolar na unidade, em São Paulo de Olivença, no interior do Amazonas.
A manifestação aumenta a pressão sobre o Governo do Amazonas e expõe uma cobrança que já levou a comunidade escolar às ruas em outra ocasião. Há quatro meses, estudantes e professores também realizaram um protesto relacionado à falta de merenda no CETI.
“Não é construir, senhor ex-governador. Tem que manter”, declarou uma professora durante a manifestação.
O ato foi organizado pelo grêmio estudantil e reuniu alunos e professores para cobrar a regularização do fornecimento das refeições. Segundo os manifestantes, a situação atinge principalmente o almoço, necessário para que os estudantes permaneçam na unidade durante os turnos da manhã e da tarde.
A escola funciona em regime de tempo integral. Conforme os relatos apresentados durante a manifestação, sem o almoço, parte dos estudantes enfrenta dificuldades para permanecer na unidade no período vespertino, com reflexos também nas atividades escolares.
Problema já levou alunos às ruas

(Foto: Reprodução/ Redes Sociais)
A mobilização desta sexta-feira não é a primeira envolvendo a alimentação escolar no CETI Calixto Ribeiro. Há quatro meses, alunos e professores da unidade também foram às ruas para protestar contra problemas no fornecimento da merenda escolar.
Na ocasião, um dos manifestantes relatou que a falta de alimentação já comprometia o funcionamento do ensino em tempo integral. Segundo ele, sem almoço e lanches, estudantes estavam sendo liberados mais cedo.
“Praticamente não tem aula de tempo integral porque está sem alimentação. Segundo informações da empresa, o Governo do Estado, a Seduc, não faz o pagamento para a empresa há mais de seis meses”, afirmou o manifestante à época.
Ele também relatou que a situação afetava a rotina escolar. “Sem o almoço e os lanches previstos para o regime de tempo integral, os estudantes estão sendo liberados mais cedo, comprometendo o aprendizado”, declarou.
O novo ato volta a colocar a alimentação no centro das reivindicações da comunidade escolar e amplia a cobrança por uma solução capaz de garantir o funcionamento regular da unidade em tempo integral.
Confira o vídeo:
Durante a manifestação desta sexta-feira, uma professora questionou como os estudantes podem permanecer na escola durante todo o dia sem receber as refeições.
“Lugar de aluno é na escola. Mas como ficar na escola se não tem a alimentação escolar? Como manter o nosso aluno o dia todo sem a alimentação escolar?”, declarou.
A educadora também cobrou medidas concretas para resolver a situação.
“Nós não precisamos de burocracia. Nós precisamos de atitude, de ação concreta. Nós precisamos de alimentação na escola”, afirmou.
Cobrança ao Estado
Em outro momento, a professora comparou a manutenção da escola à responsabilidade de garantir condições básicas para os estudantes e afirmou que mais de 700 alunos estariam sendo afetados.
“Não é construir, senhor ex-governador. Tem que manter. É como uma família, se o pai não mantém a alimentação do seu filho, a mãe vai ao juiz, vai ao promotor. E por que mais de 700 alunos estão sem esse direito?”, questionou.
A manifestação levou para as ruas uma cobrança que, segundo alunos e professores, já interfere na rotina do CETI. Por se tratar de uma unidade da rede estadual, as reivindicações são direcionadas ao Governo do Amazonas e à Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar (Seduc-AM).
Estudantes também se manifestaram durante o ato e defenderam a regularização das refeições para garantir a permanência na escola durante todo o período previsto pelo ensino integral.
O Portal AM1 procurou a Seduc-AM e solicitou esclarecimentos sobre a falta de alimentação no CETI Calixto Ribeiro e as providências para regularizar o fornecimento. O espaço segue aberto.
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