(Foto: Rodrigo Brelaz/Asscom/Roberto Cidade)
Manaus (AM) — A crise da saúde voltou a ser um dos principais alvos do Delegado Pablo durante entrevista ao Portal AM1. Candidato a deputado federal pelo PL, ele criticou tanto a gestão de Wilson Lima quanto o governo de Roberto Cidade e afirmou que a população continua pagando a conta de um sistema que, segundo ele, prioriza contratos enquanto trabalhadores acumulam meses de salários atrasados.
Pablo afirmou ter recebido informações de empresas médicas apontando que o governo teria estabelecido prazo para quitar valores atrasados e disse que existem profissionais esperando há meses para receber. “Nós temos categorias com oito, com dez meses de salário atrasado”, declarou.
Na avaliação do candidato, o problema não se limita aos salários. Pablo afirmou que existem unidades de saúde em situação precária, com falta de medicamentos e materiais necessários para procedimentos.
Ele também ironizou a mudança de nomes de hospitais, dizendo que novas placas não resolveriam os problemas existentes dentro das unidades. “Muita propaganda e pouca entrega”, resumiu.
OSs entram na mira
O candidato também atacou o modelo de gestão por Organizações Sociais. Segundo Pablo, enquanto profissionais enfrentam atrasos e sobrecarga, empresas contratadas pelo governo recebem contratos milionários. “Empresas de saúde chamadas OS recebendo em dia. Elas recebem em dia contratos milionários”, afirmou.
Na sequência, classificou o modelo como um “balcão de negócio” e disse que a prioridade deveria ser garantir atendimento e condições de trabalho. Pablo também criticou a redução do número de profissionais em determinados plantões e afirmou que a busca por economia poderia comprometer o atendimento aos pacientes.
Aadesam vira outro foco de cobrança
A entrevista também abordou as demissões na Aadesam. Pablo citou as dispensas de mais de 460 trabalhadores e chamou atenção para registros com datas retroativas.
Segundo ele, a situação precisa ser examinada pelos órgãos de fiscalização, especialmente por ocorrer em período eleitoral.
“A Aadesam precisa passar por uma análise com lupa, com microscópio, para olhar muito de perto o que acontece lá”, afirmou.
Pablo levantou a possibilidade de trabalhadores terem sido retirados para dar lugar a pessoas interessadas em atuar na campanha, mas fez uma ressalva: disse que não poderia afirmar que isso efetivamente ocorreu. “Não posso afirmar”, declarou, ao mencionar a possibilidade de contratações com finalidade eleitoral.
Ataque à herança de Wilson
Pablo afirmou ainda que os problemas da saúde não começaram no atual governo e classificou a situação como uma espécie de herança deixada pela gestão Wilson Lima.
Ele também atacou a antiga CPI da Saúde, dizendo que o resultado teria sido insuficiente e que, depois dela, o governo estadual teria passado por uma divisão política entre deputados.
O candidato também criticou o SISREG, sistema de regulação estadual, que classificou como “fila da morte”, alegando que pacientes aguardam exames e procedimentos por longos períodos.
Para Pablo, o cenário reforça a necessidade de mudança no comando político do Amazonas. Ele declarou apoio à candidatura de Maria do Carmo e colocou a eleição como uma escolha entre a continuidade e a mudança.
Assista à entrevista na íntegra:
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