(Foto: Danilo Mello/Aleam)
Manaus (AM) – A Justiça Eleitoral determinou a retirada de três anúncios pagos da campanha de Wilson Lima (União Progressista), candidato ao Senado pelo Amazonas, que estavam em circulação no Facebook e no Instagram. A decisão é do juiz auxiliar da propaganda eleitoral Diogo Oliveira Nogueira Franco e atende a uma ação apresentada pela coligação “Mudar É Urgente!” (PL/Novo), da candidata ao Governo, Maria do Carmo (PL).
Os vídeos fazem referência a uma suposta ameaça atribuída ao crime organizado e relacionam o episódio à candidata. Maria do Carmo não é citada nominalmente nas peças, mas, segundo o magistrado, pode ser identificada porque é a única mulher entre os candidatos ao Senado.
Nas publicações, Wilson Lima afirma que a candidata teria comemorado uma ameaça contra sua campanha e diz que ela teria “validado a ameaça do crime” ao compartilhar uma publicação sobre o episódio. Em seguida, o candidato afirma: “não faço acordo com bandido”.
Para o juiz, o conteúdo caracteriza propaganda negativa impulsionada. A decisão aponta que os vídeos estavam sendo promovidos mediante pagamento e disponíveis na Biblioteca de Anúncios da Meta, vinculados à campanha eleitoral de Wilson Lima.
A legislação eleitoral proíbe o impulsionamento de propaganda com conteúdo negativo. Por isso, a Meta foi obrigada a retirar os três anúncios no prazo de 24 horas. O descumprimento pode resultar em multa de R$ 5 mil por dia, limitada a R$ 50 mil.
Wilson Lima também foi impedido de impulsionar novamente os mesmos conteúdos ou peças com acusações semelhantes. Nesse caso, poderá haver aplicação de nova multa a cada veiculação identificada. O candidato foi notificado e terá prazo para apresentar defesa.
Entenda
O episódio ocorre após uma sequência de fatos envolvendo os dois candidatos. Em 27 de agosto, o perfil oficial de Maria do Carmo compartilhou um comunicado atribuído a uma facção criminosa que fazia ameaças a Wilson Lima e a Tadeu de Souza, ex-vice-governador e candidato a deputado federal.
Em 3 de setembro, a campanha de Wilson informou ter sido alvo de um suposto ataque a tiros na zona norte de Manaus. Um policial militar que integrava a equipe de segurança ficou ferido.
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